O que mais chamou a atenção na estreia do ‘GloboNews Radar’, nesta segunda-feira (3), foi o belo cenário integrado à redação.
Uma estrutura grandiosa proporcional à importância do canal e comparável com a de grandes emissoras de notícias do exterior.
Mas um telejornal não se segura apenas pela estética. Vai precisar mostrar mais. Não entregou grandes novidades neste início.
O ritmo está interessante, com participações no telão e troca rápida de pautas para evitar enrolação.
Um ponto positivo é a participação de Malu Gaspar com notícias e comentários sobre os bastidores dos poderes.
Outro, a presença agradável e didática de Fernando Nakagawa descomplicando a economia.
A âncora Camila Bomfim nunca decepciona: segura, carismática e com alta capacidade de improviso.
Nem um problema técnico que impediu a entrada de uma repórter tirou sua concentração.
Ela é o grande trunfo do ‘Radar’: espera-se que traga ‘furos’ de Brasília e aumente o peso editorial do telejornal.
Precisa se sentir apoiada pela direção para emitir análises próprias com independência e personalidade.
Se explorar essa característica, Camila poderá transformar o ‘Radar’ em um noticiário com identidade forte e menos preso ao formato desgastado do telejornalismo convencional.
O assinante de TV paga quer opinião para concordar ou discordar, não apenas as mesmas notícias que ele talvez já tenha lido pouco antes no celular.