Nesta terça-feira (24), Três Graças, novela das 21h de Aguinaldo Silva, bateu recorde de audiência. O enredo marcou 25,6 pontos de média na Grande São Paulo. O melhor resultado até então dia sido no dia 2 de fevereiro, quando anotou 25,1 pontos.
O capítulo mostrou o parto de Joélly (Alana Cabral), que foi levada por Samira (Fernanda Vasconcellos) para uma clínica clandestina. Jorginho (Juliano Cazarré), que tentou resgatar a neta, faleceu ao ganhar uma injeção letal aplicada pela traficante de bebês.
AMOR
Além disso, a primeira vez de Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) também foi mostrada. O último capítulo do folhetim irá ao ar no dia 15 de maio, sendo depois substituída por Quem Ama Cuida, de Walcyr Carrasco e Claudia Souto.
AGUINALDO SILVA FALA SOBRE TRÊS GRAÇAS
Entrevistado pela Contigo!, Aguinaldo Silva falou sobre a inspiração que teve para criar Três Graças. "Eu busco homenagear essas mulheres, que são pessoas anônimas, que cruzamos na rua, no metrô, no ônibus, saindo muito cedo para trabalhar. A gente conhece muito pouco da vida delas, mas são muito humanas, trabalhadoras", disse o autor.
"Queria fazer um retrato dessas mulheres urbanas. Minhas novelas sempre são sobre mulheres: protagonistas e vilãs. É um universo em que transito bem. Como observador da vida, presto muita atenção nessas pessoas. Elas merecem que a gente conte a história delas", detalhou o novelista.
SEM REALISMO MÁGICO
O criador comentou também sobre não usar o realismo mágico. "A diferença é que essa novela é muito atual, em cima do que está acontecendo agora. As coisas mudaram muito desde Tieta até hoje e a novela dá um voo rasante nessa realidade atormentada que as pessoas estão vivendo. São personagens do dia a dia, que não prestamos muita atenção quando cruzamos, e a novela tenta mostrar o que elas amam, o que desejam. Apesar de todas as carências delas, elas são felizes. Não há lugar para tristeza, a vida é boa. A novela não é reportagem, é ficção", finalizou Aguinaldo.