Governo Lula mira bets que patrocinam a Cazé TV na Copa; multa pode chegar a R$ 2 bi

3 jul 2026 - 13h04

O Ministério da Fazenda abriu um processo administrativo contra casas de apostas que fizeram publicidade na CazéTV durante a Copa do Mundo. 

Foto: RD1

A acusação é de que as empresas infringiram a lei ao estimular o ato de apostar e apresentar avisos em letras minúsculas, o que pode resultar em multas de até R$ 2 bilhões.

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As casas de apostas Bet365, Betnacional e KTO estão no centro da investigação.

Segundo o Ministério da Fazenda, as propagandas exibiam avisos de restrição etária e riscos de endividamento de forma ilegível, contrariando a lei nº 14.790 de 2023.

Como medida imediata, a Fazenda determinou a suspensão de anúncios com essas irregularidades.

A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), braço da Fazenda responsável pela regulação, notificou as empresas e a CazéTV para que prestem esclarecimentos em até dez dias úteis.

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As casas de apostas procuradas pela reportagem optaram por não comentar o caso.

Cazé TV e bets

A CazéTV, que transmitiu a Copa do Mundo, exibia quadros patrocinados por bets com combinações de apostas para os espectadores. A

pós as investigações, houve uma mudança na abordagem das ações publicitárias, tornando-as mais conservadoras.

A emissora havia afirmado anteriormente que toda a publicidade veiculada estava em conformidade com a legislação brasileira e as diretrizes do Conar.

A CazéTV também reforçou que as mudanças implementadas nas ativações das marcas de apostas já atendiam aos pontos destacados pelo Conar.

Fiscalização contra bets

Servidores da Fazenda indicam que o processo está em fase de fiscalização e será transformado em ação sancionadora após a manifestação das empresas.

 A SPA pode aplicar multas de até R$ 2 bilhões e suspender licenças de operação em casos de infração, especialmente em situações de reincidência.

Além da Fazenda, a CazéTV e as casas de apostas também são alvos de investigação do Ministério da Justiça e Segurança Pública por possíveis violações ao Código de Defesa do Consumidor e práticas abusivas.

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O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), ao qual as três marcas pertencem, declarou apoio às iniciativas que apuram possíveis não conformidades com a legislação vigente e se colocou à disposição do governo para colaborar tecnicamente.

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