Desde 2 de março, a TV Gazeta de São Paulo tem um jornalismo renovado. Há duas edições do ‘Gazeta News’ ao longo da tarde e, às 19h, o novo ‘Jornal da Gazeta’ é ancorado por Joana Treptow.
O responsável pela idealização e implementação das novidades é o jornalista e executivo José Emílio Ambrósio, com passagens por Band, Globo e RedeTV.
Na conversa com a coluna, ele comenta a importância da imparcialidade no jornalismo, os preparativos para a cobertura eleitoral e a influência das redes sociais nos telejornais.
O que o telespectador pode esperar dessa ampliação do jornalismo na grade da Gazeta?
Um jornalismo produzido com rigor, contexto e responsabilidade, sustentado por pilares fundamentais: apuração rigorosa, uso de múltiplas fontes, transparência quanto aos métodos adotados e crédito adequado às informações. Mantemos independência editorial, com distanciamento crítico de governos, empresas e interesses particulares, além de um compromisso ético permanente, com respeito às pessoas envolvidas, correções públicas quando necessárias e rejeição ao sensacionalismo. A linguagem será acessível, sem distorções ou simplificações excessivas, sempre priorizando o interesse público e contribuindo para que a sociedade compreenda melhor os fatos e tome decisões mais informadas.
Com a âncora Joana Treptow na bancada do Jornal da Gazeta, haverá espaço para opinião?
Sim, haverá espaço para opinião, sempre na medida adequada, bem delimitada e claramente identificada. O telejornal conta com analistas e colunistas especializados, como o jornalista Josias de Souza, com atuação em Brasília; o repórter e cientista político Rodrigo Vicente; e o correspondente na Europa Luiz Corvini. A condução do jornal com Joana Treptow reforça esse equilíbrio entre informação factual e análise qualificada.
Já começaram os preparativos para a cobertura da campanha eleitoral? O canal pretende realizar debate presidencial?
As eleições já estão no centro do nosso foco editorial. Por se tratar de um ano eleitoral, os preparativos estão em andamento, incluindo a criação de espaços dedicados a entrevistas e cobertura aprofundada da campanha. A Gazeta pretende realizar debates, entendendo que é papel fundamental dos veículos de comunicação oferecer espaço plural e qualificado, contribuindo para que a sociedade faça escolhas conscientes na definição de seus governantes.
O telejornalismo deve necessariamente interagir com a internet, dando destaque a pautas que surgem nas redes sociais?
A internet é uma fonte essencial e vital de informação, especialmente pela velocidade e instantaneidade. No entanto, o destaque a pautas que surgem nas redes sociais exige responsabilidade. A múltipla checagem é indispensável para garantir a confiabilidade das informações, e esse compromisso com a verificação é parte central da nossa missão jornalística.
Com sua experiência de décadas e passagens por diferentes emissoras, como você avalia o jornalismo feito hoje na TV aberta?
Vivemos um dilema permanente diante da velocidade com que a informação circula em múltiplas plataformas. O grande desafio do jornalismo na TV aberta é manter relevância sem abrir mão da credibilidade. Isso exige comunicar de forma clara, acessível e contextualizada, indo além da simples transmissão dos fatos, estimulando a reflexão crítica e ajudando o público a compreender a complexidade dos acontecimentos.