No ‘Entrevista com o Candidato’, Augusto Cury se entusiasmou ao falar de Inteligência Artificial a ponto de fazer uma previsão sombria para César Tralli e Renata Vasconcellos.
“Talvez nem vocês vão estar aqui me entrevistando daqui 4, 5 anos”, disse.
Parece catastrofismo, mas não é.
Antes, âncoras de telejornais corriam o risco de perder o emprego para outros humanos. Agora, o grande concorrente é mesmo a IA.
No canal norte-americano WMAR-2, afiliado da ABC em Baltimore, os principais noticiários não têm mais apresentadores desde o começo de agosto.
Somente vozes artificiais narrando as notícias.
O descarte de pessoas gera inegável economia, mas há um preço alto a pagar.
IA não substitui a credibilidade dos apresentadores e a identificação dos telespectadores com eles.
O jornalismo local pede experiências humanas na condução das notícias, algo que só pessoas conseguem oferecer.
Telejornalismo não é apenas transmissão de informação, mas também vínculo emocional.
Algo inviável a um robô ou sistema digital.