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Tom Hardy lança álbum de rap com referências à cultura pop — e recita Shakespeare com voz de Bane

Ator de O Cavaleiro das Trevas Ressurge e Venom participa de projeto com o grupo Czarface e mistura referências de cinema, quadrinhos e Shakespeare

29 ago 2026 - 11h13
Resumo
Sob o pseudônimo Frankie Pulitzer, o ator Tom Hardy lançou o álbum de rap Czarface Meets Frankie Pulitzer, em parceria com o grupo Czarface. O disco traz diversas referências ao cinema e à cultura pop, revisitando figuras como Venom e até recitando Shakespeare com a voz do vilão Bane. O trabalho marca mais um capítulo na relação de longa data de Hardy com o hip-hop, iniciada ainda no final dos anos 1990 antes de sua consagração como astro de Hollywood.

Conhecido por interpretar personagens intensos no cinema, Tom Hardy está explorando um território bem diferente da atuação: o rap. Sob o pseudônimo Frankie Pulitzer, o ator lançou Czarface Meets Frankie Pulitzer, álbum colaborativo com o Czarface, supergrupo de hip-hop underground formado pela dupla 7L & Esoteric e por Inspectah Deck, integrante do Wu-Tang Clan.

Tom Hardy lança álbum de rap com referências à cultura pop — e recita Shakespeare com voz de Bane (Jeff Spicer Getty Images)
Tom Hardy lança álbum de rap com referências à cultura pop — e recita Shakespeare com voz de Bane (Jeff Spicer Getty Images)
Foto: Rolling Stone Brasil

Para quem acompanha a carreira de Hardy nas telas, o disco reserva uma série de referências familiares. O ator aproveita os versos para revisitar personagens e obras ligadas à sua trajetória e à cultura pop, incluindo Bane, vilão que interpretou em O Cavaleiro das Trevas Ressurge, e Venom, personagem que viveu em três filmes solo e em uma participação em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa.

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Em "Raw Forever", Hardy reúne uma verdadeira coleção de referências cinematográficas e de quadrinhos. A música cita Bringing Out the Dead, de Martin Scorsese, o Duende Verde vivido por Willem Dafoe em Homem-Aranha (2002), além de Doutor Destino, o herói da DC Sgt. Rock e o clássico Um Dia de Cão, dirigido por Sidney Lumet.

A conexão com Dafoe ganha ainda mais destaque quando Hardy transforma o personagem do ator em material para os próprios versos. Em meio às referências, ele também recupera elementos de Bringing Out the Dead e de Um Dia de Cão, mostrando como seu rap funciona quase como uma colagem de filmes, personagens e ícones da cultura pop.

Já em "Mad Technology", o tom fica ainda mais provocador. Hardy menciona Cujo e Louca Obsessão, adaptações de obras de Stephen King, e faz uma referência sexual explícita a Kathy Bates, protagonista de Louca Obsessão. A faixa também cita Thor, da Marvel, e Shameik Moore, dublador de Miles Morales nos filmes da franquia Homem-Aranha no Aranhaverso.

As experimentações do ator não param no rap. No fim de "Grim-Visaged War", Hardy recita o famoso monólogo de Ricardo III, de William Shakespeare, usando uma voz que remete diretamente à interpretação de Bane nos cinemas.

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Há ainda espaço para uma referência a Titanic na faixa "Gnawing at My Rhyme Like a Poisonous Rat", em que Hardy menciona Leonardo DiCaprio.

Apesar de não falar publicamente sobre seu trabalho como Frankie Pulitzer, Hardy já tinha experiência com o gênero. O ator participou anteriormente de outros álbuns do Czarface e lançou alguns singles colaborativos. A relação com a música, porém, é ainda mais antiga: na virada do milênio, ele gravou o álbum Falling on Your Arse in 1999 sob o nome Tommy No 1, ao lado do produtor e amigo Edward Tracy, conhecido como Eddie Too Tall. O disco nunca foi lançado oficialmente, mas apareceu na internet em 2018.

Fonte: Variety

Rolling Stone Brasil
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