Show de Di Ferrero emplga noite do Capital Moto Week 2026

Cantor apresentou clássicos do NX Zero, além de músicas recentes

26 jul 2026 - 12h22
Show de Di Ferrero emplga noite do Capital Moto Week 2026
Show de Di Ferrero emplga noite do Capital Moto Week 2026
Foto: The Music Journal

A terceira noite do Capital Moto Week provou que alguns shows vão muito além da música. Eles viram memórias. Com apresentação que misturou emoção, energia e conexão rara entre artistas e público, Di Ferrero empolgou o público presente na noite deste sábado (25).

Di Ferrero fez a Cidade da Moto cantar alto. Com espetáculo dinâmico, seu repertório passeou por todas as fases da carreira, dos clássicos do NX Zero, como Razões e Emoções, Cedo ou Tarde e Daqui Pra Frente, até músicas recentes, Unfollow e Deixa Sonhar, de seu trabalho SE7E.

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Mas foi o público que assumiu o protagonismo, dando nova dimensão ao espetáculo. Em Cartas para Você, milhares de celulares transformaram a Arena em um mar de luzes.

Em Daqui Pra Frente, Di deixou o microfone de lado para ouvir milhares de pessoas interpretarem a música. A conexão do artista com o universo das motos também apareceu durante a apresentação. O cantor contou que a paixão pela moto surgiu por influência do pai, que percorreu o trajeto entre Ushuaia e o Alasca numa viagem de quatro meses sobre duas rodas.

Estar na moto é bem parecido com estar em cima do palco: fazer o que ama, dar um rolê com os amigos, parar em algum lugar, conhecer lugares novo. Brasília, que dia inesquecível

Encontro emocionante com mãe e filho

Foto: Divulgação / Capital Moto Week / The Music Journal

No meio da apresentação, Di percebeu na plateia Israele Aragão, de 32 anos, e o filho Bernardo Costa, de 10, cantando, dançando e vivendo intensamente cada música. O cantor interrompeu o show para convidar os dois a subirem ao palco. Fã de NX Zero desde a adolescência, Israele, que trabalha como entregadora e atendente enquanto cursa Fisioterapia, mal conseguia acreditar no que havia acontecido.

"Meu coração não está se aguentando", disse, emocionada.

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Para Bernardo, que estava em seu primeiro show da vida, a experiência foi ainda mais transformadora. Depois de encarar, do palco, a multidão do Capital Moto Week, o garoto já sabia qual seria o assunto na escola: "Eu zerei a vida.

Em entrevista exclusiva ao jornalista Marcelo de Assis do R7, Di Ferrero mostrou uma visão emocional sobre tudo o que construiu até hoje em sua carreira:

Sabe o que me lembrei de uma frase que um grande amigo meu, produtor também, que produziu vários artistas já, Titãs, Pitty, NX Zero, que é o Rafael Ramos, ele falou, cara, artista satisfeito é um problema, ele fala pra mim, né? Porque a ideia é você, talvez alguma coisa que te incomode, alguma coisa que não esteja no lugar que você quer se expressar e no meu caso a música faz isso pra mim. Então eu tô feliz com a minha vida, com a minha carreira, mas tem muita coisa ainda que eu gostaria de explorar, de som, de mudança, eu já tô pensando.

Eu lancei um álbum que se chama SE7E e emocionalmente assim pra mim ele foi muito importante porque ele tem uma coisa até um pouco mais espiritual, esotérica, com a minha vida, com a minha família, coisas que eu vivi dentro do meu mundo. Tem os simbolismos, numerologia, astrologia, tudo isso que eu vivi com a minha família e tal, então foi uma carga muito sincera, emocional. Só que agora eu já tô tentando achar um outro dia que tá chegando, até porque tem uma molecada nova que tá gostando do que eu tô fazendo e eu ainda estou sedento, não tô tão satisfeito ainda

Em outro momento da entrevista, Di Ferrero reconhece que o rock brasileiro está em uma crescente e que pode dialogar com outros gêneros:

A galera tá consumindo minhas coisas novas, isso eu tô muito feliz, depois de quase 10 anos de carreira solo, mais 20 e tantos anos de NX, é legal ver uma molecada mesmo consumindo e falando do rock, eu acho que tem muito a ver dessa molecada tá consumindo minha música ou as músicas das bandas, que e várias outras bandas que já estão aí faz tempo, CPM e tal, mas que tem uma galera nova, porque eu acho que o rock tá numa crescente no sentido geral da coisa, eu digo de linguagem, não só de música, duas guitarras pesadas tocando uma banda, não, de linguagem mesmo, ele tá dentro do trap, que tá dentro de vários outros segmentos, como roupa, como atitude, como estilo de vida, então eu sinto isso, porque são mais bolhas e se consome diferente hoje as músicas, a árvore genealógica ali das divisões de som, então é o rock misturado com piseiro, tem?

Rock, não sei o que, tem tudo, e isso é muito legal, porque antes era uma coisa, não, você escuta rock, você não pode ouvir isso, você escuta isso, você não pode ouvir aquilo

The Music Journal Brazil
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