O pagodeiro que fará show no Rock in Rio 2026 cantando outro estilo

Cantor foi escalado como uma das atrações do selo 'Rock in Rio Originals' e preparou um espetáculo exclusivo para o festival, focando em artistas da Motown Records

11 fev 2026 - 15h29

Como noticiado, a escalação dos dois palcos principais do Rock in Rio 2026 em 7 de setembro está próxima de sua conclusão. Os organizadores revelaram mais atrações para este dia, capitaneado por Elton John. Além do astro inglês, o palco Mundo na ocasião contará com Gilberto Gil, Jon Batiste e Luísa Sonza convidando Roberto Menescal.

Foto: Divulgação / Rolling Stone Brasil

Já no palco Sunset, três dos quatro nomes esperados para compor a programação foram revelados. São eles: a islandesa Laufey, o pagodeiro Péricles cantando hits da Motown Records e a banda Roupa Nova com o convidado especial Guilherme Arantes.

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Luísa Sonza convida Roberto Menescal, Péricles canta Motown e Roupa Nova convida Guilherme Arantes são apresentações com o selo Rock in Rio Originals. Trata-se de um conceito de shows exclusivos e inéditos idealizado especialmente para a Cidade do Rock.

Destas, a que mais chama atenção é a de Péricles. O ídolo do pagode/samba percorrerá caminhos relativamente inéditos em sua carreira, pois cantará músicas de R&B e soul feitas por artistas da Motown, uma das gravadoras mais importantes da história da música. Sua banda foi formada especificamente pelo Rock in Rio para acompanhá-lo nessa apresentação. A empresa citada revelou nomes como Marvin Gaye, Stevie Wonder, The Supremes, The Temptations e The Jackson 5.

Em nota à imprensa, Péricles explica:

"Motown em uma palavra para mim é revolução. Eu vou poder ter a chance de no palco do Rock in Rio retratar esse momento especial da música negra norte-americana, que mudou toda uma geração depois disso. A gente vai fazer um apanhado de grandes sucessos da Motown e o público vai poder curtir com a gente Stevie Wonder, por exemplo, e muito mais. Vem curtir com a gente no Rock in Rio 2026!"

Sobre a Motown Records

A gravadora Motown Records foi fundada por Berry Gordy Jr. em 12 de janeiro de 1959, inicialmente sob o selo Tamla. A empresa foi incorporada como Motown Record Corporation em 14 de abril de 1960. Sua operação nasceu com um empréstimo familiar de US$ 800 e seu primeiro grupo contratado foi The Matadors, que virou The Miracles, com Smokey Robinson.

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Os primeiros hits vieram no início da década de 1960: "Money (That's What I Want)" (Barrett Strong), "Please Mr. Postman" (The Marvelettes; posteriormente regravada pelos Beatles, Carpenters e mais) e "Shop Around" (The Miracles), este último atingindo vendas de um milhão de cópias. Em poucos anos, a Motown estabeleceu uma forma própria de trabalho ao reunir compositores, produtores e músicos de estúdio empenhados em desenvolver um estilo facilmente reconhecível. Tornou-se referência em soul, R&B e a chamada black music.

https://www.youtube.com/watch?v=v2Kk5IG2b8E&list=RDv2Kk5IG2b8E&start_radio=1&pp=ygUKbXIgcG9zdG1hbqAHAQ%3D%3D

Alguns de seus métodos incluíam reuniões semanais para controlar a qualidade das produções, um programa para desenvolver as performances dos intérpretes e a criação de uma sonoridade característica que logo se tornaria conhecida como "Motown Sound". Muito da identidade e dos procedimentos artísticos que se nota na indústria da música pop em tempos seguintes nasceu ou foi melhor trabalhado com a Motown.

Entre 1961 e 1971, a gravadora produziu um número expressivo de hits. Alguns de seus artistas e grupos de destaque incluíram Diana Ross & the Supremes, The Temptations, The Four Tops, Martha and the Vandellas, Marvin Gaye, Stevie Wonder, Gladys Knight & the Pips, Mary Wells e, depois, The Jackson 5. Apesar do cansaço da fórmula na década de 1970 — algo que levou a críticas de uma parcela do público mais orientado ao rock —, o selo ainda emplacou nomes de sucesso, como Lionel Richie and the Commodores, Rick James, Teena Marie, The Dazz Band, Jose Feliciano e DeBarge.

https://www.youtube.com/watch?v=ABfQuZqq8wg&list=RDABfQuZqq8wg&start_radio=1&pp=ygUpbWFydmluIGdheWUgYWluJ3Qgbm8gbW91bnRhaW4gaGlnaCBlbm91Z2igBwHSBwkJhwoBhyohjO8%3D

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A partir da década de 1980, a empresa passou por vendas e reestruturações. Berry Gordy Jr. vendeu sua participação em 1988 para um consórcio que incluía a MCA por US$ 61 milhões. Posteriormente a marca e seus ativos mudaram de mãos até integrar o catálogo hoje sob empresas do grupo Universal Music.

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