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Paul McCartney relembra briga com John Lennon e admite indiretas em 'Ram'

Ex-Beatle recordou críticas do amigo ao álbum que lançou com Linda McCartney após o fim da banda

2 out 2026 - 15h42
Resumo
Paul McCartney relembrou as tensões com John Lennon após o fim dos Beatles e admitiu ter feito provocações a ele e a Yoko Ono no álbum Ram (1971), como na faixa "Too Many People". Embora Lennon tenha atacado o disco e McCartney reconheça que o amigo podia ter atitudes difíceis — explicadas em parte por traumas de infância —, o músico enfatizou que o afeto e o amor pelo ex-companheiro de banda sempre prevaleceram sobre as brigas passadas.

Décadas após o fim dos Beatles, Paul McCartney voltou a falar sobre uma das fases mais tensas de sua relação com John Lennon. Durante uma conversa em Los Angeles, o músico relembrou as críticas que recebeu do antigo parceiro após o lançamento de Ram, álbum que gravou com a esposa, Linda McCartney, em 1971.

John Lennon e Paul McCartney em 1968
John Lennon e Paul McCartney em 1968
Foto: Don Paulsen / Michael Ochs Archives / Getty Images / Rolling Stone Brasil

Na época, Lennon criticou publicamente o trabalho e chegou a classificá-lo como "horrível". O ex-Beatle também interpretou algumas das músicas como indiretas direcionadas a ele e à então esposa, Yoko Ono.

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Paul McCartney reconhece indiretas para John Lennon

Ao relembrar o episódio, Paul afirmou que nunca entendeu completamente o motivo de Lennon ter ficado tão irritado com o álbum. Anos depois, porém, reconheceu que algumas das letras realmente continham provocações.

Uma delas estava em "Too Many People", faixa de abertura de Ram. A música é conhecida pelas referências a Lennon e Yoko, e o próprio Paul já reconheceu que havia ali uma "pequena indireta" para o casal.

Apesar das provocações e das críticas trocadas naquele período, Paul afirmou que o carinho por Lennon permaneceu.

"Eu amava o John e o amo até hoje e sempre amarei", declarou McCartney durante a conversa.

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"Ele podia ser um completo idiota"

O músico, no entanto, não romantizou completamente a personalidade do antigo parceiro. Ao falar sobre Lennon, Paul afirmou que continuava considerando o amigo uma pessoa muito legal, mas reconheceu que ele também tinha comportamentos difíceis.

"Sempre achei o John muito legal e ainda acho, mas ele podia ser um completo idiota em algumas coisas", disse.

Paul também relacionou parte das dificuldades de Lennon às experiências vividas por ele durante a infância. 

O pai do músico esteve ausente durante boa parte de sua criação, enquanto sua mãe, Julia Lennon, morreu atropelada em 1958, quando John ainda era adolescente. Para McCartney, essas experiências ajudaram a explicar parte da angústia carregada pelo amigo.

Mesmo após os conflitos que marcaram os primeiros anos depois da separação dos Beatles, Paul continuou tratando Lennon como alguém fundamental em sua trajetória. A amizade entre os dois, iniciada quando ainda eram adolescentes, permaneceu como uma lembrança importante para McCartney.

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Rolling Stone Brasil
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