A banda BTSretornou em 2026 com o álbum Arirang, após um hiato de quase quatro anos. A pausa não foi uma escolha do grupo, que precisou servir ao exército militar da Coreia do Sul. Em meio à turnê mundial do novo disco, a banda de K-Pop comentou sobre a experiência em uma live.
Em uma transmissão ao vivo no Weverse na quinta-feira, 28 de maio, RM, membro do BTS, explicou que o grupo estava "em um estado mental ruim" antes de se reunir para fazer seu último projeto. Após serem liberados do serviço militar obrigatório do país de origem, os sete músicos da banda se reuniram para um jantar emocionante.
"Quando Jin-hyung foi dispensado do serviço militar [em junho de 2024]... naquela época, todos estavam em um estado mental ruim", relembra RM. O grupo então "chorou" junto durante o evento na casa de Jimin. "Conversamos sobre muitas coisas", disse o rapper e compositor, que percebeu que precisava "trabalhar mais para manter essa [equipe] unida".
Segundo a NME e a People, RM também expressou estar ciente da expectativa dos fãs por novas músicas . "Depois de fazer o álbum, essa espera para aqueles que estavam esperando", disse ele. "Eu queria retribuir isso." O último disco do BTS foi lançado no dia 20 de março desse ano. Arirang alcançou o primeiro lugar na parada Billboard 200, enquanto seu single principal, "SWIM", estreou no topo da Billboard Hot 100.
A experiência militar também é abordada pelo grupo no documentário BTS: O Reencontro, lançada em março na Netflix. O longa se inicía com imagens da saída dos artistas do exército, e acompanha a reta final da criação do álbum mais recente do grupo. Hospedados em uma mansão alugada em Los Angeles, os membros discutem ideias de composição, conceito do projeto e memórias do serviço militar obrigatório.
Em uma entrevista concedida a Zane Lowe, da Apple Music, em março , RM voltou ao tema por trás do título do álbum Arirang. Como explicado no documentário, o rapper afirma: "Acho que foi muito natural usar uma palavra-chave como Arirang. Arirang é como uma antiga canção tradicional coreana, com centenas, talvez milhares de anos", começou ele.
"A [faixa-título do álbum] fala sobre, a letra é bem abstrata, mas trata-se de uma saudade e nostalgia da cidade natal. Pode ser um amor, pode ser a cidade natal, pode ser a família, pode ser um amigo. Muitos dos nossos ancestrais cantavam essa música", explicou o cantor. "É muito étnica e muito, muito histórica na Coreia. Então, durante o serviço militar, também pensamos em sentir falta dos tempos, do passado e dos fãs, dos momentos em que estávamos juntos, mas não podíamos fazer nada em particular, e naturalmente pensamos de onde viemos e se nos reuníssemos novamente, o que precisaríamos fazer? Se o BTS continuasse, que palavra poderia nos unir, como um grupo, sabe?"
Ele acrescentou na época: "Queremos nos apegar ao mundo onde estamos enraizados. Como somos todos coreanos e temos orgulho de nossas origens, acredito que a letra e a melodia da música são muito universais. Todos têm nostalgia, tristeza e saudade, então acho que uma grande obra de arte geralmente transforma algo pessoal em algo universal. Portanto, se levarmos Arirang para 2026 à nossa maneira, acreditamos que poderemos levá-la ao mundo."
A turnê mundial do álbum tem sua próxima apresentação marcada no próximo dia 12 em Busan, na Coreia do Sul. O grupo passa pelo Brasil em outubro, com datas em São Paulo. As faixas de Arirang serão performadas nos dias 28 e 30, no Estádio MorumBIS.