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O que fãs podem esperar do documentário do Kiss, segundo Gene Simmons

Vocalista e baixista promete uma viagem ao começo da trajetória da banda, além de bastidores da turnê de despedida encerrada em dezembro de 2023

4 nov 2026 - 14h32
(atualizado às 14h52)
Resumo
O documentário Kiss: End of the Road estreia em 19 de novembro no site oficial da banda, abordando a turnê de despedida e toda a trajetória do grupo. Segundo Gene Simmons, o filme celebra o legado extravagante do Kiss e marca a transição após a venda dos direitos da marca para a Pophouse Entertainment. A decisão de encerrar as turnês físicas ocorreu devido ao desgaste da idade, abrindo espaço para um futuro show com avatares digitais nos moldes do projeto Abba Voyage.

O Kiss se despediu oficialmente dos palcos em dezembro de 2023, com dois shows finais no Madison Square Garden, em Nova York. Agora, a última turnê da banda será tema do documentário Kiss: End of the Road, que estreia no próximo dia 19 de novembro.

Kiss em 2023 (E
Kiss em 2023 (E
Foto: D): Gene Simmons, Eric Singer, Paul Stanley e Tommy Thayer ( Kevin Mazur / Getty Images for Live Nation) / Rolling Stone Brasil

Em entrevista ao programa de TV The Hill With Blake Burman (via Blabbermouth), Gene Simmons abordou o longa, que será disponibilizado em streaming no site oficial do Kiss por 15 dólares. Perguntado sobre o conteúdo do documentário, o vocalista e baixista afirmou que o projeto não se resume apenas às apresentações finais e também irá focar na carreira inteira da banda.

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"Este documentário volta lá para o começo dos tempos. Não, ele não volta no tempo em geral. Volta para o começo do tempo do Kiss."

Segundo Simmons, o Kiss nasceu de uma vontade de fazer um espetáculo de rock mais extravagante do que aquele feito pelas bandas das quais ele e os outros integrantes eram fãs. Isso fez muita gente torcer o nariz, mas no fim o grupo mascarado riu por último.

"Na nossa época, quando as pessoas ainda estavam esfregando gravetos para acender um fogo, os artistas costumavam usar camisetas tie-dye e cobrar preços de show completo para tocar violão. E mesmo que gostássemos de todas essas bandas, queríamos ser bombásticos. Aí as pessoas diziam: 'Essa banda se transforma em um espetáculo completo'. E é exatamente isso que fazemos. Todo show, dar ao público o que vale. E ao longo do caminho, quando as pessoas ainda compravam álbuns e tal, o Kiss se tornou o grupo americano com mais discos de ouro da história. Isso inclui duplas."

Documentando o fim do Kiss

Quanto ao motivo para documentar essa turnê derradeira, o vocalista e baixista afirmou ser, em parte, para dar um presente aos fãs — e também uma consequência do acordo firmado pelo Kiss com a empresa Pophouse Entertainment, que adquiriu todos os direitos de marca, catálogo e identidade visual da banda. Essa venda ocorreu porque, ele explicou, não dava para continuar com o grupo daquele jeito eternamente:

"Você tem que saber quando sair do palco com elegância e orgulho, porque você precisa entender que o Kiss foi e continua sendo a única banda do seu tipo. Em cada show, eu tinha que cuspir fogo (geralmente na frente, às vezes lá de trás, depende da comida italiana) e voar pelo ar, mantendo a língua de fora o tempo todo. Eu faria isso, se o chão não estivesse meio sujo. Vestir 30 quilos de armadura, tachas, guitarras, tudo em botas com plataforma de sete polegadas, por duas horas. É exaustivo. Agora eu tenho 77 anos. Você tem que saber, você tem que respeitar os fãs o suficiente para saber quando sair do palco."

Show de avatares

Parte do acordo com a Pophouse para a venda de todas as propriedades intelectuais do Kiss gira em torno do desenvolvimento de um show de avatares digitais tal qual o espetáculo Abba Voyage, no qual a lendária banda pop sueca pode ser vista no seu auge eterno. Tanto Simmons quanto Paul Stanley estão envolvidos na produção, além de outras atividades relacionadas ao Kiss promovidas pela empresa.

Rolling Stone Brasil
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