Mike Patton foi chamado para cantar no INXS: 'infelizmente'

Vocalista relembrou o curioso convite para substituir o falecido Michael Hutchence e ironizou a abordagem da banda australiana

31 mai 2026 - 09h03

O término inicial do Faith No More, em abril de 1998, abriu ainda mais espaço para a inquietude artística de seu vocalista, Mike Patton. Conhecido por sua versatilidade, o cantor mergulhou de cabeça em uma miríade de projetos paralelos nos anos seguintes, como Fantômas, Tomahawk e Peeping Tom.

Mike Patton ao vivo com o Mr. Bungle em 2024 (Foto: Rune Hellestad
Mike Patton ao vivo com o Mr. Bungle em 2024 (Foto: Rune Hellestad
Foto: Corbis / Corbis via Getty Images) / Rolling Stone Brasil

No entanto, o que poucos sabem ou se lembram é que a trajetória de Patton poderia ter tomado um rumo drasticamente diferente. Ele foi convidado para assumir os vocais do INXS, a popular banda australiana de new wave e rock alternativo.

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A revelação foi feita em uma entrevista concedida originalmente em 2001, época em que Patton promovia o lançamento do álbum de estreia homônimo do Tomahawk, e resgatada recentemente pela Metal Hammer.

Durante a conversa, ao ser questionado se era verdade que o INXS havia entrado em contato para que ele substituísse o falecido frontman Michael Hutchence, Patton não hesitou na resposta e usou de sua habitual ironia:

"Sim, é verdade. Infelizmente."

O vocalista, então, explicou:

"O INXS ligou e perguntou, sem a menor cerimônia. Mas eu não consegui responder com a mesma naturalidade. Eles ficaram muito irritados comigo porque eu contei para algumas pessoas. Queriam que eu mantivesse segredo porque eu tinha recusado. Eles não têm a menor ideia do que querem, essa é a parte engraçada. Eles só queriam alguém com um nome conhecido."

A postura de Mike Patton em relação à música

Na mesma entrevista, Patton refletiu sobre sua postura em relação ao mercado fonográfico e negou que tentasse evitar de propósito a criação de músicas "mais fáceis" de digerir. Para ele, o direcionamento de suas composições é algo que vem naturalmente:

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"Acho que faço o que é confortável para mim e o que me desafia. Se isso se traduz como algo 'não palatável' para o público em geral, a culpa não é minha. Não me sento e penso: 'Ok, vou fazer o disco mais bizarro possível para alienar metade do mundo'. Eu faço o que me move."

Rolling Stone Brasil
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