Aos 83 anos de idade, não é exagero dizer que Paul McCartney não precisaria trabalhar mais um dia sequer na vida. No entanto, o eterno Beatle acaba de lançar The Boys of Dungeon Lane, seu novo disco solo que chega seis anos depois de McCartney III como uma experiência reflexiva sobre a nostalgia e o passado.
Em comunicado à imprensa, o álbum é descrito como uma "coleção reveladora de histórias que nunca foram compartilhadas antes, memórias pessoais e algumas canções de amor de inspiração recente", justificando a existência de um trabalho que surge, no fim das contas, porque McCartney é um apaixonado pela música e pela composição, e que já mostrou que necessita dessa produtividade para se manter vivo.
The Boys of Dungeon Lane é uma prova de que se apoiar na nostalgia não precisa sempre ser algo negativo. Aqui, Paul revisita a própria história com maestria, sem reciclar ideias mas reverenciando seu auge criativo com composições que claramente buscam inspiração em seus maiores sucessos.