O músico que vendeu 140 milhões de discos e foi alvo de uma ameaça de briga de Mick Jagger

Vocalista dos Rolling Stones expressou irritação com o Aerosmith, enquanto banda americana vendia milhões e se inspirava nos ídolos

30 set 2026 - 14h32
Resumo
Apesar de cultivar uma imagem de rebelde no rock, Mick Jagger teve sua postura durona questionada por contemporâneos e até apanhou do baterista Charlie Watts. Nos anos 1970, incomodado com o sucesso do Aerosmith, que considerava uma cópia dos Rolling Stones, Jagger desdenhou e ameaçou socar Steven Tyler. Mesmo sob críticas e rivalidades unilaterais, o Aerosmith vendeu mais de 140 milhões de discos, e o atrito entre os dois vocalistas acabou dando lugar a uma duradoura amizade.
O músico que vendeu 140 milhões de discos e foi alvo de uma ameaça de briga de Mick Jagger
O músico que vendeu 140 milhões de discos e foi alvo de uma ameaça de briga de Mick Jagger
Foto: The Music Journal

A reputação de "durões" no rock and roll sempre foi um tema de debate entre os músicos, e nem mesmo Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, escapou dessa análise.

Embora sua presença de palco seja imponente, alguns contemporâneos questionaram a autenticidade de sua agressividade, enquanto ele próprio se irritava com a ascensão de outras bandas que considerava imitadoras.

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Segundo a Far Out Magazine, o vocalista Ian Anderson, do Jethro Tull, brincou que Jagger "parecia muito tímido para ser considerado um cara durão". Paradoxalmente, o guitarrista Keith Richards revelou que a verdadeira força física nos Stones residia no baterista Charlie Watts. Richards descreveu um incidente em 1984 onde Watts agrediu Jagger após o vocalista se referir a ele como "meu baterista".

"Mick caiu para trás em uma bandeja de salmão defumado", lembrou Richards sobre o episódio, como resgatado pela Far Out, que demonstrava a raridade e a contundência do temperamento de Watts. Jagger, assustado, teria tentado fugir, evidenciando que a imagem de rebelde nem sempre correspondia à realidade interna da banda.

Outros músicos também questionaram a imagem dos Rolling Stones. Lemmy Kilmister, do Motörhead, em sua autobiografia, afirmou que os Beatles eram "homens durões", enquanto os Stones seriam "filhinhos da mamãe" que encenavam uma fachada de dificuldades para criar uma "aura de desrespeito".

Apesar das críticas sobre sua própria imagem, Mick Jagger não poupava comentários sobre outras bandas. Nos anos 1970, o Aerosmith começou a ganhar destaque, mas Jagger expressou desdém pelo vocalista Steven Tyler, zombando: "Ele é um amorzinho. O que você pode fazer com ele? Dar um soco na boca?

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A irritação de Jagger ia além da semelhança estética e vocal. Ele via no Aerosmith um plágio de sua "sagrada audácia do rock 'n' roll". Sua aversão era clara, chegando a declarar: "Oh, Deus, Aerosmith! "

Enquanto Jagger expressava seu descontentamento, o Aerosmith seguia conquistando o público, vendendo impressionantes 140 milhões de discos. A banda americana sempre citou os Rolling Stones como inspiração, o que, apesar da "rivalidade unilateral" por parte de Jagger, levou a uma eventual amizade entre os vocalistas.

Apesar das declarações ácidas, nunca houve um confronto físico entre Jagger e Tyler. Hoje, eles são frequentemente vistos juntos em eventos, demonstrando que as tensões do passado foram superadas.

Relembre uma sátira da MTV entre os dois rockstars na série de animação Celebrity Death Match:

The Music Journal Brazil
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