Sem se prender ao legado do The Smiths, Johnny Marr lançou The Age of Everything, seu quinto álbum solo. Com dez faixas inéditas e forte sonoridade urbana, o projeto sucede Fever Dreams Pts 1-4 e é definido pelo músico como o mais catártico de sua carreira. O novo trabalho reflete sobre o impacto da tecnologia na cultura contemporânea, equilibrando o sentimento de sobrecarga digital com a ampliação de possibilidades criativas.
Quem ajudou a definir o som do The Smiths sempre teve à disposição o caminho confortável de viver do que fez há quatro décadas. Johnny Marr nunca pareceu interessado nele e The Age of Everything, quinto álbum solo do músico de Manchester lançado em 2 de outubro, é mais um argumento nessa direção.
São dez faixas inéditas que sucedem Fever Dreams Pts 1-4 (2022) e que o próprio autor apresentou, ao anunciar o trabalho, como o disco mais catártico que já fez. A explicação encontra fundamento logo nas primeiras músicas do álbum, que apresentam de forma prática o conceito por trás da obra.
The Age of Everything, ou "A Era de Tudo" em tradução livre, aborda a sensação de sobrecarga que a tecnologia espalhou pela cultura, embora Johnny Marr faça questão de dizer que a mesma ideia também pode ser lida como uma ampliação das possibilidades. A sonoridade urbana é perceptível, e Marr conta que as cidades ao seu redor foram fundamentais para o surgimento da sonoridade.