Resumo
Após anos lidando com o peso do sucesso de seu aclamado álbum de estreia, Turn On the Bright Lights (2002), o Interpol reencontra sua melhor forma em This Mirror Weighs a Ton. O projeto surge como uma resposta elegante às pressões de reviver o passado, sendo apontado como o melhor trabalho da banda desde o lançamento de El Pintor, em 2014.
Após anos lidando com o peso do sucesso de seu aclamado álbum de estreia, Turn On the Bright Lights (2002), o Interpol reencontra sua melhor forma em This Mirror Weighs a Ton. O projeto surge como uma resposta elegante às pressões de reviver o passado, sendo apontado como o melhor trabalho da banda desde o lançamento de El Pintor, em 2014.
Existe uma armadilha esperando toda banda que fez um disco de estreia grande demais: passar o resto da carreira tentando reescrevê-lo ou fugir dele com tanta força que o resultado soa apenas defensivo.
O Interpol conviveu com essa sombra desde 2002, quando Turn On the Bright Lights definiu o som de uma geração. Na época, a pressão pareceu significar pouco, já que os sucessores Antics (2004) e Our Love to Admire (2007) foram quase que igualmente aclamados e se tornaram clássicos.
Vinte e quatro anos depois, no entanto, esse problema parecia se fazer mais presente na carreira de uma banda que encontrou uma resposta pra lá de elegante em This Mirror Weighs a Ton, o melhor trabalho do grupo desde El Pintor (2014).