A vida sob os holofotes, para muitos, é um sonho, mas para outros, um fardo. , confessa que o fim da banda em 1986 foi um "imenso alívio" ao se desvencilhar do escrutínio constante da mídia.
Aos 63 anos, o músico revisitou seu passado com a imprensa, admitindo que sua própria conduta "imprudente" da juventude não ajudou a amenizar a perseguição, mesmo que nunca tenha ultrapassado os limites da lei.
Em uma entrevista franca à revista Sunday Times Culture, Ridgeley detalhou a relação "antagônica" que cultivou com os tabloides.
Eu tinha feito coisas imprudentes e sido fotografado fazendo-as — nada que me levasse às garras da polícia, mas uma extravagância em um nível imprudente. Um pouco de sexo, um pouco de rock'n'roll, mas, naquele momento, nada de drogas
Ele sempre considerou sua vida privada inegociável, e a fama, em suas palavras, era "extremamente indesejável".
A Lógica Inversa da Fama
A pergunta sobre se o término do Wham! representou um alívio em relação à exposição pública encontrou uma resposta categórica:
Com certeza. Fiquei feliz em me afastar disso. Foi um alívio imenso quando deixou de ser uma coisa diária — mas eu não me ajudei
Essa postura contrasta diretamente com a de George Michael, seu parceiro musical e amigo. George, com aspirações de uma carreira solo duradoura e uma sexualidade que manteve em segredo até 1998, compreendia a necessidade de uma relação mais estratégica com a mídia.
" Ele sabia que a imprudência de Ridgeley com a mídia não seria compatível com seus próprios objetivos. Para Andrew, no entanto, a fama era uma moeda sem valor.
Eu não ligava. Para mim, a fama não era importante
O Vazio Deixado pela Amizade
O lançamento do documentário Wham! 10 Days in China, que narra a histórica turnê da banda pela China, trouxe à tona memórias agridoces. O filme não apenas celebra o feito cultural do grupo, mas também ressalta a profunda conexão entre Andrew e George.
Refletindo sobre momentos "particularmente comoventes" do documentário, ele recorda uma cena em que os dois discutem um discurso proferido em um banquete.
Ele fez um discurso realmente bom e ponderado, enquanto o meu foi pomposo. Lembro-me dele atrás de mim, rindo baixinho, porque não conseguia acreditar no papel de idiota que eu estava dando. São essas coisas que a gente sente falta...
A nostalgia toma conta de Ridgeley ao falar sobre a perda de George Michael, falecido em 2016.
Qualquer pessoa que já teve um melhor amigo, com quem cresceu e passou a maior parte de uma década... Só havia uma coisa que eu queria fazer, na verdade. Que era estar em uma banda com ele. Todo o resto era irrelevante
Essa declaração final encapsula a verdadeira paixão de Andrew Ridgeley: a música e a amizade que a impulsionou, muito além da efêmera e, para ele, indesejada fama. , portanto, não é apenas um conjunto de hits, mas a história de uma amizade que moldou a paisagem da música pop, mesmo que um de seus pilares tivesse uma relação tão complexa com a luz dos holofotes.