Ariana Grande processa hackers por vazamento de músicas

Cantora entra na justiça contra invasores cibernéticos após anos de vazamentos e roubo de material inédito

28 jul 2026 - 13h22
Ariana Grande processa hackers por vazamento de músicas
Ariana Grande processa hackers por vazamento de músicas
Foto: The Music Journal

O universo musical se choca com uma realidade sombria: Ariana Grande, uma das maiores estrelas pop da atualidade, move uma ação judicial contra hackers não identificados, acusando-os de roubar e vazar um vasto material inédito, incluindo músicas, vídeos e imagens pessoais.

A denúncia, que ecoou nos principais veículos de entretenimento como o Daily Mail e a People, revela uma saga de invasões cibernéticas que se estende por anos, atingindo não apenas a artista, mas também seu círculo profissional mais próximo.

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A cantora, de 33 anos, protocolou a queixa na Califórnia (EUA) nESa última segunda-feira, detalhando uma série de incidentes que comprometeram seu trabalho e sua privacidade. Embora os nomes dos responsáveis ainda estejam no anonimato, a estratégia legal de Ariana Grande aponta para uma investigação profunda, solicitando ao tribunal que intime empresas de tecnologia, incluindo provedores de serviços de internet, na busca pelas identidades por trás dos ataques.

É uma manobra que demonstra a seriedade com que a artista encara a violação de seu espaço criativo e pessoal.

Ataques Estratégicos e Venda de Conteúdo na Dark Web

Conforme apontado pelos advogados da estrela de Thank U, Next, os hackers não se limitaram a invadir as contas da própria Ariana Grande. Eles orquestraram ataques direcionados a colaboradores-chave, como produtores e fotógrafos, acessando suas contas online para obter acesso ao material confidencial. "Roubo, disseminação e exploração ilegais e flagrantes de conteúdo inédito", sentenciaram os representantes legais de Grande na queixa, ressaltando a gravidade dos crimes cometidos.

O escândalo ganha contornos ainda mais preocupantes ao se constatar que esses ataques não eram apenas atos de vandalismo digital. A equipe jurídica da cantora revelou que os hackers conseguiram "quantias significativas de dinheiro" com a venda desses dados e conteúdos na dark web. Um mercado clandestino que lucra com a apropriação indevida de propriedade intelectual e intimidade, expondo artistas a uma vulnerabilidade sem precedentes no cenário digital.

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Uma Carreira Marcada por Vazamentos

A queixa revela que, somente em 2023, 45 músicas inéditas foram roubadas e vazadas. Mas o problema não é recente: a cantora aponta que "centenas de vazamentos semelhantes ocorreram" desde sua estreia em 2011, evidenciando uma batalha contínua contra a pirataria digital e a violação de direitos autorais.

Detalhes dos Ataques: De Senhas a Gravações Master

A análise do processo pelo The Hollywood Reporter trouxe à tona detalhes específicos dos ataques. Em 2019, as informações de senha de um fotógrafo que colaborava com Ariana Grande foram roubadas. Em 2020, foi a vez do computador de um produtor ser invadido, resultando no vazamento de elementos críticos de sessões de trabalho, incluindo gravações master e demos. Esses incidentes não apenas comprometem a integridade artística, mas também a confiança e a segurança dentro da indústria musical.

The Music Journal Brazil
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