Lizzo estava nas alturas após ganhar o Grammy de Gravação do Ano por "About Damn Time" e tinha acabado de encerrar a turnê mundial Special (2022), quando foi abalada pelas acusações de ex-dançarinas de apoio, que a acusaram de assédio sexual e gordofobia.
Agora, quase três anos se passaram e Lizzo ainda luta contra o processo. Embora a artista, de 38 anos, reconheça que poderia facilmente deixar para trás essa longa batalha judicial, disse a Gayle King, em entrevista ao CBS Mornings, que foi ao ar na segunda-feira, que não pretende fazer um acordo.
"Eu acho que seria uma saída fácil, mas estou lutando neste caso porque sei que isso não é verdade'," afirmou Lizzo.
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Em agosto de 2023, Lizzo foi processada por três dançarinas de apoio — Crystal Williams, Arianna Davis e Noelle Rodriguez —, que acusaram a vencedora de quatro Grammys de assédio sexual e de criar um ambiente de trabalho hostil. Uma das alegações mais chocantes foi a de que Lizzo teria feito comentários gordofóbicos sobre Davis e, depois, a demitido por causa do ganho de peso.
Em dezembro passado, um juiz rejeitou algumas das principais alegações do processo, incluindo a acusação de gordofobia, mas Lizzo ainda é acusada de supostamente pressionar uma dançarina a tocar o seio nu de uma mulher durante uma noite no Distrito da Luz Vermelha, em Amsterdã, em fevereiro de 2023. Embora Lizzo também negue essa acusação, afirma que, se o caso acabar indo a julgamento, está preparada para subir ao banco das testemunhas e depor, brincando: "Eu ficaria fabulosa fazendo isso'."
"Eu não tenho medo da verdade'," acrescentou. "A verdade é menos sensacionalista do que as manchetes'."
A entrevista acontece logo após o lançamento da nova música "Bitch", que serve como faixa principal do próximo álbum Bitch, com lançamento em 5 de junho. Produzida por Ricky Reed, Blake Slatkin e Zack Sekoff, a faixa traz samples do hino feminista homônimo de 1997, de Meredith Brooks, e da música de Missy Elliott, "She's a Bitch".