Jonah Hill diz que Kanye West é 'o maior artista de todos os tempos'

Após ser proibido de entrar no Reino Unido para festival de música, ator de 'Anjos da Lei' enaltece o rapper, apesar de condenar suas manifestações de ódio e antissemitismo

8 abr 2026 - 15h56

Após fazer comentários antissemitas nas redes sociais em 2022, Kanye West, ou Ye, enfrentou uma série de retaliações. Ele teve suas contas no Instagram e no Twitter suspensas, perdeu os contratos com seu advogado, sua agência de talentos, e sua gravadora, além de perder parcerias com grandes marcas, como Balenciaga e Adidas.

Kanye West
Kanye West
Foto: Brad Barket/Getty Images) e Jonah Hill em Anjos da Lei ( / Rolling Stone Brasil

Inicialmente, West se recusou a a pedir desculpas e sugeriu até mesmo que os judeus deveriam "perdoar Hitler". Em 2023, entretanto, o rapper retirou o que disse e emitiu um comentário curioso: ele afirmou que que "voltou a gostar de judeus" depois de assistir a Anjos da Lei (2012), com Jonah Hill.

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"Ninguém deve transformar a raiva contra uma ou duas pessoas em ódio contra milhões de gente", disse West na época. "Nenhum cristão pode ser rotulado de antissemita sabendo que Jesus é judeu. Obrigado, Jonah Hill, eu te amo."

Em entrevista recente ao programa de Zane Lowe na Apple Music 1, Hill relembrou o episódio e admitiu que, apesar de condenar as manifestações de ódio, ele considera West é "o maior artista de todos os tempos".

"Senti que ele fez essa coisa pública bizarra para meio que se redimir, tipo, 'Está tudo bem porque eu amo o Jonah'", disse Hill. "Isso me deixou com a sensação de que está tudo bem. Eu ainda o amo e espero que, aconteça o que acontecer, ele consiga se curar e que todos consigam se curar de tudo isso."

Acho que não existe nenhum artista que eu ame mais, em qualquer gênero. Acho que ele é provavelmente o maior artista que já existiu.

Polêmica entre Kanye West e festival britânico

O comentário chega após o Wireless Festival 2026, um dos principais eventos de música do Reino Unido, ter sido cancelado nesta quarta, 7. O governo britânico negou a entrada de Kanye West no país, e como o rapper era a atração principal das três noites desta edição, sua ausência inviabilizou a realização do festival.

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O primeiro-ministro Sir Keir Starmer afirmou que Kanye West ser contratado "apesar de suas declarações antissemitas anteriores e de sua celebração do nazismo" era algo "profundamente preocupante". Diversos patrocinadores do festival, como a Pepsi, o PayPal e a Rockstar Energy, também romperam o contrato com o festival após o anúncio de West no lineup.

Sobre o comportamento controverso do rapper, Hill afirmou: "Ele é um gênio, e essa história de ódio é horrível. O que você vai dizer? É horrível, não importa quem você seja, ouvir isso". Porém, ele confessou não ter conhecimento pleno da polêmica atual. "Agora, eu sei o que está acontecendo? Não. Vou dar um soco em alguém que já está no chão? Claro que não."

Rolling Stone Brasil
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