Finn Wolfhard dá mais um passo em sua carreira musical. O Mike Wheeler em Stranger Things, músico e diretor canadense lançou Fire From The Hip, seu segundo álbum solo, disponível em todas as plataformas. Com 12 faixas, o disco sucede Happy Birthday (2025), estreia aclamada do ano passado que acumulou mais de 64 milhões de reproduções, e amplia o universo sonoro de Wolfhard rumo a um rock mais texturizado e dinâmico, sem abrir mão da escrita pessoal e narrativa que marcou sua chegada à música.
Fire From The Hip foi gravado em fevereiro de 2026 no Pachyderm Studios — um espaço histórico onde álbuns como In Utero (1993), do Nirvana, e Superunknown (1994), do Soundgarden, foram registrados —, com engenharia de som de Andrew Humphrey.
O disco parte de uma crueza analógica atravessada por guitarras dedilhadas, composições introspectivas e um clima indie dos anos 1990, marca registrada de Wolfhard, mas empurrando esse universo para um território mais denso e texturizado do que a estreia. Para chegar lá, o músico bebeu de fontes clássicas: Exile on Main St. e Beggars Banquet (1968), dos Rolling Stones, serviram como pontos de partida sonoros, sem que o resultado perca a identidade própria que já o distingue.
"Fiz este álbum com um grupo de amigos tão incrível e talentoso. Estou empolgado para as pessoas ouvirem o disco e, espero, sentirem o quanto nossa energia e entusiasmo transbordam faixa por faixa", disse em comunicado oficial enviado à imprensa.
A arte da capa foi desenvolvida por Wolfhard em parceria com Grant Prettyman, Hudson McNeese, Louis Nicely e Cadien Lake James. A faixa "Follow" ganhou um vídeo filmado e editado por McNeese, que alterna imagens de um show ao vivo com cenas de Finn caminhando por Chicago com os amigos que participaram da criação do disco.
https://www.youtube.com/watch?v=4jdJTKvdtAo
Tematicamente, Fire From The Hip explora a dualidade de Wolfhard como pessoa e como personagem público. "Sinto que estou constantemente amadurecendo e passando por mudanças. Quando faço um disco novo, sinto que cresci um pouco desde o último, então para mim cada novo disco é uma pequena reapresentação", afirmou. Ao longo das faixas, Wolfhard reflete sobre filmes, música e marcos culturais que moldaram sua geração, construindo um trabalho que soa como um retrato em movimento de alguém que ainda está descobrindo quem é.