Ex de Bad Bunny vence disputa judicial por vocal usado em 'Un Verano Sin Ti'

Carliz De La Cruz Hernández recebeu sinal verde para levar adiante sua reivindicação sobre a tag "Bad Bunny baby" em "Dos Mil 16"

13 jul 2026 - 08h25

A ex-namorada de Bad Bunny pode dar continuidade a um processo que acusa a estrela do reggaeton de ter usado, sem permissão, uma gravação da voz dela dizendo "Bad Bunny baby" na música "Dos Mil 16", de 2022.

Bad Bunny no intervalo do Super Bowl 2026
Bad Bunny no intervalo do Super Bowl 2026
Foto: Todd Rosenberg / Getty Images / Rolling Stone Brasil

Em uma decisão de 80 páginas obtida pela Rolling Stone EUA, o Supremo Tribunal de Porto Rico concluiu que Carliz De La Cruz Hernández pode seguir com a alegação de que o uso da gravação violou seu direito de proteger sua identidade contra exploração comercial. Bad Bunny, nascido Benito Martinez Ocasio, vem contestando o processo desde que ele foi aberto, em 2023.

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Nos autos, De La Cruz Hernández afirma que começou a namorar Bad Bunny em 2011 e gravou a frase a pedido dele em 2015. O casal se separou mais tarde, reatou em 2017 e terminou novamente, embora — segundo ela — tenha continuado a se comunicar de forma intermitente até 2019.

De acordo com De La Cruz Hernández, ela nunca autorizou o uso da gravação em "Pa Ti", lançada em 2015, nem em "Dos Mil 16", faixa do álbum de enorme sucesso Un Verano Sin Ti (2022). Ela alega que Bad Bunny e sua empresa, a Rimas Entertainment, usaram o áudio dela em serviços de streaming, redes sociais, televisão, rádio e campanhas promocionais, transformando-o em um gancho de marketing que alimentou o interesse no relacionamento de idas e vindas do casal e impulsionou vendas. Ela também afirma que os réus lucraram injustamente com sua voz sem compensá-la, e o Supremo Tribunal entendeu que ela apresentou fatos suficientes para sustentar a alegação de um uso comercial plausível.

Embora De La Cruz Hernández possa avançar com a reivindicação relacionada a "Dos Mil 16", a corte considerou que ela demorou demais para buscar indenização por "Pa Ti". O prazo prescricional para a música anterior já havia expirado, decidiu o tribunal.

Em sua decisão, a maioria também reverteu um arquivamento anterior do pedido de direitos autorais de De La Cruz Hernández. O tribunal entendeu que ela tem o direito de levar adiante a alegação de que a gravação de sua performance vocal pessoal e distinguível pode ser protegível por direito autoral.

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As tentativas de contato com os advogados de ambos os lados não tiveram sucesso imediato na sexta-feira. Um juiz dissidente disse que teria rejeitado ambas as alegações, entendendo que nenhuma delas era amparada pela lei.

Rolling Stone Brasil
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