Nascida em Belo Horizonte e radicada em São Paulo desde os 15 anos, Ciça chega ao Favela Sounds 2026 como uma das artistas mais jovens do lineup. Aos 18, é filha dos rappers Bárbara Sweet e Slim Rimografia — que também atua como DJ em seus shows. Na edição que celebra 10 anos do festival, marcada para quinta, 31 de julho, e sexta, 1º de agosto, em Brasília, ela se apresenta no palco do Museu Nacional da República ao lado de nomes de peso do rap e do funk, como Valesca Popozuda, Gaby Amarantos e Kyan.
Em entrevista à Rolling Stone Brasil, a rapper conta que o convite foi uma honra: "Fiquei muito feliz de me apresentar em um festival desse, dessa grandeza, e ser reconhecida", disse. "Ter a oportunidade de ir pela primeira vez ao festival e já cantando é maravilhoso". É o tipo de chance que o evento costuma oferecer: primeiras vezes que transformam carreiras.
Dividir o palco com artistas que admira desde cedo tem um peso particular. "Pensar que eu sou uma das artistas mais jovens do lineup e chegar para dividir o palco com pessoas maravilhosas… a Valesca Popozuda, que eu escutava quando era mais nova — quebrava tudo ao som dela —, é muito importante", refletiu. Para a rapper, estar nesse contexto significa mais do que tocar em um festival: é fazer parte do diálogo entre a música periférica brasileira e a periférica global. Em 2026, o Favela Sounds reúne artistas de Uganda, Tanzânia e Brasil no mesmo palco.
Ciça leva ao evento o show Desci pra Treta de Minissaia, que reúne seus singles já lançados, faixas inéditas. "O público pode esperar o meu melhor e muito rap sujo, com toda certeza". Com rimas afiadas e músicas como "Mina Quente", "Tranquila & Calma" e "Bonde do Esculacho", ela assume influências fortes do boom bap, o som que herdou de casa, crescendo entre dois rappers.
O Favela Sounds tem histórico de lançar carreiras. Artistas como Baco Exu do Blues, N.I.N.A. e BaianaSystem se apresentaram ali antes de estourar nacionalmente. É nesse "dedinho abençoado" do festival que Ciça aposta. "Tomara que o dedinho abençoado do Favela Sounds funcione comigo também", disse, com esperança. "Eu espero, com certeza, que a minha música chegue a mais pessoas; que quem ainda não conheça o meu trabalho tenha a oportunidade de conhecer e ver ao vivo".
E não para por aí. Ainda em 2026, ela promete movimento: "Tá vindo uma bomba fortíssima aí. Eu não posso falar muito ainda, mas vai vir um projeto que vai ser uma virada de página na minha trajetória com o rap", adiantou. Por enquanto, toda a energia está focada em Brasília — no palco do Museu da República, entre nomes que admira —, na expectativa de que a apresentação seja o começo de algo muito maior. Aos 18 anos, com herança de rappers e fome de reconhecimento, Ciça está pronta para deixar sua marca.
O Favela Sounds acontece nos dias quinta, 31 de julho, e sexta, 1º de agosto de 2026, no Museu Nacional da República, em Brasília.