Bruce Springsteen tem se posicionado abertamente contra o governo Trump e as ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Agora, porém, o cantor afirmou que deseja encontrar um "terreno comum" com os fãs que se afastaram devido à sua opinião política.
No Festival de Cinema de Tribeca 2026, Springsteen foi prestigiado com o Harry Belafonte Voices for Social Justice, prêmio que reconhece artistas e figuras públicas que usam sua plataforma para defender os direitos humanos e lutar por igualdade. O troféu faz referência ao cantor, ator e ativista Harry Belafonte, que foi um pilar do Movimento dos Direitos Civis nos EUA.
Quem entregou o prêmio a Springsteen foi o vocalista do U2, Bono. O cineasta Robert De Niro, cofundador do Festival de Tribeca, fez o discurso de abertura, e a musicista Patti Smith se juntou a Springsteen e Bono para apresentar uma versão de sua canção "People Have the Power" — que aborda temas como coletividade, combate à injustiças e transformação social.
https://www.youtube.com/watch?v=tDWBddrcvZE
Em conversa com Bono, Springsteen foi questionado se já se sentiu "dividido" por ter perdido fãs antigos devido ao seu posicionamento político. Ele respondeu: "Você precisa fazer duas coisas. Você se posiciona e segue suas crenças."
Você precisa ter fé nessas crenças, acreditar que elas serão explicáveis e compreensíveis para seus concidadãos, e precisa acreditar que a América é um campo de discussão, um lugar de constante compromisso, e que encontrar um terreno comum é uma possibilidade.
O cantor afirmou ainda que não se considera um ativista. "Acho que, no máximo, sou um cidadão preocupado", disse. "Canto minhas músicas, digo algumas coisas e desejo o melhor, sabe, ajudo as pessoas um pouquinho aqui e ali. Há tantas pessoas que fazem muito mais do que eu", acrescentou, dizendo que Bono era muito "mais ativista".
https://youtu.be/s9vMV9wZ-qY
O posicionamento político de Bruce Springsteen
Após a morte de Alex Pretti em janeiro, em Minneapolis, Springsteen lançou a música de protesto "Streets of Minneapolis", que denuncia "os capangas federais de Trump".
https://www.youtube.com/watch?v=GDaPdpwA4Iw
Em shows ao vivo, ele proclama discursos políticos diversos: Springsteen apoiou o movimento "No Kings", que critica as posturas autoritárias da atual administração dos EUA, falou sobre o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) pelo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), de Elon Musk, e sobre o ataque da Suprema Corte à Lei dos Direitos de Voto.
Trump respondeu às críticas, chamando Springsteen de "um idiota arrogante e desagradável" e um "roqueiro sem graça", enquanto a Casa Branca escreveu que o astro tem um "caso grave de Síndrome de Transtorno de Trump que apodreceu seu cérebro" (via NME).