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A curiosa função do baixista Phoenix no Linkin Park, segundo o próprio

Músico faz analogia interessante com o basquete para explicar sua importância na engrenagem da banda; entenda

25 ago 2026 - 12h58
Resumo
Dave "Phoenix" Farrell, baixista do Linkin Park, compara sua função na banda a pegar rebotes no basquete, priorizando a estrutura coletiva em vez do protagonismo individual. O músico foca no trabalho silencioso para sustentar a base sonora e servir à música, utilizando desde samples até pedais de distorção conforme a necessidade de cada faixa. Essa mentalidade de equipe guiou a trajetória do grupo desde o início e se mantém presente no álbum From Zero (2024), que marcou a nova fase da banda.

Em bandas de rock de grande porte, o ego e a busca pelo protagonismo frequentemente dominam os bastidores. No Linkin Park, porém, o baixista Dave "Phoenix" Farrell enxerga seu papel sob uma perspectiva bem diferente — e curiosamente esportiva.

Dave "Phoenix" Farrell, do Linkin Park, durante show em São Paulo, 2025
Dave "Phoenix" Farrell, do Linkin Park, durante show em São Paulo, 2025
Foto: Gustavo Diakov @xchicanox / Rolling Stone Brasil

Para ele, a função do baixo não é brilhar sozinho na linha de frente, mas garantir a estrutura sobre a qual todo o resto se ampara. Ao analisar sua contribuição para a dinâmica do grupo, Phoenix usou uma analogia direta com as quadras para definir sua postura dentro do grupo.

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Em entrevista à Bass Player (via Guitar World), o baixista refletiu a respeito:

"O Linkin Park é como um time de basquete em que alguém precisa pegar os rebotes, e esse é o meu papel. Não estou disputando para fazer cestas de três pontos ou marcar 30 pontos por jogo. Mas o baixo é essencial para o time. Ele sustenta a base."

Segundo Dave "Phoenix" Farrell, essa mentalidade de "trabalho silencioso" reflete o equilíbrio do Linkin Park desde os primeiros dias até o álbum mais recente, From Zero (2024), disco que marcou o retorno da banda após a morte do vocalista Chester Bennington e a entrada de Emily Armstrong.

Sobre sua contribuição nas composições, o baixista afirma:

"Quando estou começando a escrever, nunca me importo tanto com o que o baixo fará. É mais sobre o que posso fazer para melhor servir a música. Talvez o baixo seja melhor vindo de um teclado ou sample, ou meu baixo que é ajustado através de pedais de distorção. É diferente para cada faixa, mas nunca quero tocar algo simplesmente para ser ouvido."

Rolling Stone Brasil
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