A morte trágica de Randy Rhoads em 1982 mergulhou Ozzy Osbourne em um dos períodos mais sombrios e caóticos de sua vida. No entanto, para o guitarrista Jake E. Lee — que assumiu o posto deixado por Rhoads —, uma decisão específica de Sharon Osbourne impediu que o Príncipe das Trevas sucumbisse totalmente.
Em declarações recentes ao podcast Talk is Jericho (via Ultimate Gutar) Lee refletiu sobre o estado emocional de Ozzy na época, resultando em abuso de drogas:
"Aquele foi provavelmente o seu período mais selvagem. Mas quem pode culpá-lo?"
Segundo Lee, Ozzy estava "destroçado" após o acidente aéreo que vitimou seu amigo e parceiro musical. De acordo com o guitarrista, o que salvou a vida e a carreira de Ozzy foi a determinação de Sharon em manter a máquina em movimento.
Em vez de cancelar a turnê e permitir que Ozzy se isolasse em seu luto e vício, a empresária insistiu que o trabalho continuasse.
Ele explicou:
"Pelo que entendi, Sharon comentou que eles poderiam ter simplesmente cancelado os shows e dito: 'O que vamos fazer?'. Mas eles continuaram."
Para o guitarrista, essa atitude de manter Ozzy ocupado e nos palcos foi o que evitou que ele se perdesse definitivamente. O trabalho serviu como uma espécie de "âncora" em um momento em que o cantor não tinha estabilidade emocional.
Ozzy Osbourne e a evolução em turnê
Lee também comentou que, embora o comportamento de Ozzy nos Estados Unidos fosse considerado "insano" pela imprensa, o ambiente de turnê forçou ambos a evoluírem. O guitarrista admite que sua própria performance de palco e habilidade na guitarra cresceram "a passos largos" para preencher o vazio deixado por Randy Rhoads.
Embora o relacionamento entre Jake E. Lee e os Osbourne tenha enfrentado turbulências legais e contratuais nas décadas seguintes, o guitarrista reconhece a importância vital daquela decisão de 1982. Manter Ozzy no palco foi, no fim das contas, o que o manteve vivo.