Juca de Oliveira, ator brasileiro de longeva carreira nas artes, morre aos 91 anos

Veterano da TV, teatro e dramaturgia, artista marcou gerações com personagens icônicos e trajetória ligada à história cultural e política do país

21 mar 2026 - 09h42

O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu na madrugada deste sábado (21), aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 13 de março, tratando um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica.

Juca de Oliveira, ator brasileiro de longeva carreira nas artes, morre aos 91 anos
Juca de Oliveira, ator brasileiro de longeva carreira nas artes, morre aos 91 anos
Foto: Renato Rocha Miranda/TV Globo / Rolling Stone Brasil

Com mais de seis décadas dedicadas às artes, Juca construiu uma das carreiras mais sólidas da dramaturgia brasileira, transitando entre teatro, televisão e cinema. Ao longo da trajetória, participou de mais de 30 novelas e minisséries, além de dezenas de peças e filmes, consolidando-se como um dos nomes mais respeitados de sua geração.

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Na televisão, ficou marcado por personagens complexos e memoráveis. Entre eles, o cientista Dr. Albieri, da novela O Clone, que levantou discussões sobre ética e clonagem humana, e o enigmático Santiago de Avenida Brasil. Também integrou o elenco de produções como Torre de Babel e O Outro Lado do Paraíso, seu último trabalho na TV.

Nascido em 1935, no interior de São Paulo, Juca iniciou a carreira nos palcos nos anos 1950 e integrou o histórico Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Mais tarde, ao lado de nomes como Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal e Paulo José, ajudou a fortalecer o Teatro de Arena, referência cultural durante os anos de ditadura militar.

Engajado politicamente, foi filiado ao Partido Comunista Brasileiro e acabou perseguido pelo regime, o que o levou ao exílio na Bolívia. Ao retornar ao país, deu continuidade à carreira artística, expandindo sua presença na televisão a partir dos anos 1970.

Além de ator, Juca também se destacou como autor teatral, com peças que refletiam questões sociais e políticas do Brasil. Em 2017, passou a integrar a Academia Paulista de Letras, reconhecimento de sua contribuição à cultura nacional.

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O velório será realizado neste sábado (21), no Funeral Home, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo, entre 15h e 21h.

Rolling Stone Brasil
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