Em defesa apresentada à Justiça em ação civil pública que cobra R$ 120 milhões por danos morais coletivos, Virginia Fonseca negou ter vínculo operacional com a Blaze. A influenciadora declarou que sua atuação se restringia à publicidade, refutou lucrar com as perdas dos usuários e afirmou que recebia quantias fixas por entregas contratuais. Ela também ressaltou que a parceria já foi encerrada e que suas divulgações continham aviso de publicidade, sem qualquer promessa de ganhos aos seguidores.
Virginia Fonseca apresentou sua defesa na ação civil pública envolvendo sua antiga parceria com a Blaze. No processo, que tem pedido de R$ 120 milhões por danos morais coletivos, a influenciadora revelou detalhes do contrato e negou ter participação na operação da casa de apostas.
Segundo informações obtidas com exclusividade pela coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, a defesa foi protocolada nesta segunda-feira (21). No documento, Virginia sustenta que sua atuação se limitava à publicidade da plataforma.
Dessa forma, a empresária afirma que não participava da administração dos jogos. Além disso, diz que não tinha envolvimento com resultados de apostas, saques ou depósitos realizados pelos usuários.
Virginia nega lucrar com perdas de apostadores
Outro ponto contestado pela defesa envolve a remuneração recebida pela influenciadora. Virginia negou que seus ganhos aumentassem de acordo com o dinheiro perdido por apostadores atraídos por suas divulgações.
Segundo a versão apresentada por ela à Justiça, os pagamentos eram, em geral, fixos. Os valores mensais estariam ligados às entregas publicitárias estabelecidas no contrato.
Os acordos previam, entre outras ações, a publicação de Stories, gravações de conteúdos e o uso da imagem de Virginia para divulgar a plataforma.
A defesa também informou que o vínculo comercial chegou ao fim em 14 de agosto. De acordo com o documento, porém, as conversas para encerrar a parceria começaram antes mesmo da apresentação da ação judicial.
Influenciadora rebate acusação sobre publicidade
Virginia também respondeu aos questionamentos envolvendo uma publicação feita durante a Copa do Mundo de 2026. Na ocasião, ela publicou um conteúdo relacionado à partida entre Argentina e Cabo Verde.
Na defesa, a influenciadora sustenta que o Story identificava a Blaze e apresentava a indicação "#publi". Por isso, argumenta que a natureza comercial do conteúdo estava clara.
Além disso, Virginia negou ter prometido lucro aos seguidores. Segundo sua versão, a publicação deixava claro que não existia garantia de sucesso nas apostas.
A empresária ainda afirmou que a possibilidade de uma vitória de Cabo Verde sobre a Argentina fazia parte das discussões esportivas profissionais naquele período.
Entenda a ação contra Virginia e Blaze
A ação civil pública foi apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra Virginia Fonseca e a Foggo Entertainment, responsável pela operação da Blaze no Brasil.
O órgão aponta supostas práticas abusivas na divulgação de apostas esportivas e pede a responsabilização dos envolvidos. Entre os pedidos está o pagamento solidário de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
Agora, Virginia contesta sua responsabilização por eventuais problemas relacionados ao funcionamento da plataforma. A defesa também questiona o valor solicitado pelo MPDFT e os critérios usados para chegar à quantia.
O processo continua em andamento, e os argumentos apresentados pela influenciadora ainda serão analisados pela Justiça.