Ratinho, de 70 anos, usou as redes sociais nesta quinta-feira para se despedir de Mário Pereira, o Azulão, que foi seu assistente de palco e morreu na última sexta-feira aos 95 anos em São Paulo. "Meu grande amigo Azulão, hoje a saudade aperta o coração. Você partiu, mas deixou sua história, sua força e as lembranças de quem teve o privilégio de conviver com você. A luta nesta vida chegou ao fim, mas o seu legado permanece vivo. Que Deus o receba de braços abertos e lhe conceda o descanso eterno. Descanse em paz, meu amigo. Um dia nos reencontraremos. Até sempre, Azulão", postou o apresentador no Instagram.
Azulão havia sofrido um AVC em fevereiro do ano passado e desde então enfrentou questões delicadas de saúde, incluindo diabetes e hemodiálise, segundo sua filha relatou à Veja. Apesar de uma piora significativa no último mês, ele passou por diversas internações desde 2025. Antes de morrer, ficou 15 dias no hospital Moriah, na Zona Sul de São Paulo, e acabou falecendo pouco depois de receber alta.
O personagem Azulão nasceu de um imprevisto. Nos anos 1990, durante o Ratinho Livre na Record TV, o apresentador levou um "bolo" de uma gravadora que não enviou o artista previsto para se apresentar. Foi então que Mário Pereira assumiu o microfone e cantou Solta o Azulão, música que rapidamente se tornou seu cartão de visitas e deu origem ao bordão que o acompanhou pelo resto da carreira. O sucesso ultrapassou as telas, ganhou uma versão gravada pelo próprio artista e chegou a receber remixes de DJs nas pistas de dança.
Quando Ratinho migrou para o SBT, Azulão ficou na Record e se tornou um dos funcionários mais antigos da emissora, integrando posteriormente o elenco do Leão Livre, de Gilberto Barros.