O ator Sérgio Cardoso morreu no dia 18 de agosto de 1972, aos 47 anos. O renomado galã faleceu de forma repentina no Rio de Janeiro, no auge de sua carreira na TV Globo, onde interpretava o professor Luciano, o grande protagonista da novela das sete O Primeiro Amor.
Sérgio Cardoso foi vítima de um infarto miocárdico fulminante em sua residência. O artista, que sofria de problemas cardíacos e lidava com uma rotina intensa de gravações, não resistiu e faleceu antes mesmo de receber socorro médico especializado.
Mudanças na novela da Globo
Sua morte gerou um problema logístico e emocional sem precedentes para a TV Globo. Faltando apenas 28 capítulos para o encerramento de O Primeiro Amor, a emissora precisou tomar uma decisão inédita: o ator Leonardo Villar, amigo pessoal de Sérgio, foi escalado para substituí-lo no papel do professor Luciano. Na cena da troca, Sérgio Cardoso saía por uma porta e Villar entrava pela mesma porta, assumindo o personagem em uma das homenagens mais emocionantes da história da TV.
Boatos após enterro
Pouco tempo após o enterro, surgiram rumores de que Sérgio Cardoso sofria de catalepsia, uma condição rara em que os membros se tornam rígidos e os sinais vitais ficam tão fracos que a pessoa parece clinicamente morta, mesmo estando consciente.
Segundo a lenda urbana, a família do ator teria solicitado a exumação do corpo depois do sepultamento. Ao abrirem o caixão, os peritos teriam encontrado o corpo de Sérgio Cardoso virado de bruços, com arranhões na tampa de madeira e as unhas gastas, sugerindo que ele teria acordado após o enterro e tentado desesperadamente sair do túmulo.
Durante décadas, a viúva do ator, a renomada atriz Nydia Licia, e a filha do casal, Sylvia Cardoso, lutaram publicamente para desmentir a história. Em entrevistas, Nydia Licia explicou o provável surgimento do boato: um médico amigo da família comentou publicamente, na época do velório, que Sérgio tinha muito medo de ser enterrado vivo. A partir dessa declaração sobre um fobia pessoal do ator, a imaginação popular criou o cenário de terror.
"Sérgio não tinha catalepsia, ele morreu de um ataque cardíaco fulminante constatado por médicos. Ele nunca foi exumado e essa história do caixão arranhado é uma mentira cruel que nos fez sofrer muito", desabafou a viúva em registros históricos.
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