A internação de Erika Januza nesta semana acendeu um alerta entre fãs e seguidores da atriz. O que começou com um mal-estar acabou evoluindo para um diagnóstico de infecção renal, quadro que exigiu três dias de internação hospitalar. Nesta sexta-feira (17), a artista recebeu alta e já se recupera em casa.
O episódio chama atenção porque a pielonefrite, apesar de relativamente comum, ainda é pouco compreendida fora do ambiente médico, principalmente quando surge como evolução de uma infecção urinária aparentemente simples.
Para entender o que aconteceu com a atriz e em quais situações o organismo passa a dar sinais de alerta mais importantes, conversamos com a nefrologista Daphnne Camaroske Lopes, da Fenix Nefrologia.
O perigo mora na 'subida' das bactérias
A principal diferença entre a infecção urinária comum e a pielonefrite está na progressão do quadro dentro do organismo.
"A infecção renal, chamada de pielonefrite, é uma infecção mais grave que atinge os rins. Na maioria das vezes, ela começa como uma infecção urinária simples, geralmente na bexiga e, quando não tratada adequadamente ou em alguns pacientes mais suscetíveis, as bactérias sobem pelo trato urinário e alcançam os rins", explica a especialista.
Esse avanço da infecção é justamente o que transforma um quadro inicialmente simples em uma condição que pode exigir acompanhamento hospitalar, como aconteceu com Erika.
Quando o corpo 'grita'
Quando os rins são atingidos, os sintomas deixam de ser localizados e passam a envolve...
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