A atriz Clodd Dias faleceu aos 49 anos nesta sexta-feira (7). Conhecida por atuações em As Five e Manhãs de Setembro, a artista foi pioneira na representatividade trans. A confirmação da morte foi feita pelo Sated-SP. Contudo, a causa do óbito ainda não foi divulgada.
Nascida em Itapetininga, a estrela iniciou sua trajetória aos 14 anos. Anos depois, ela se mudou para a capital e se formou pelo Célia Helena. Em nota, o sindicato lamentou a perda.
"É com profundo pesar que comunicamos o falecimento da artista itapetiningana Clood Dias, que deixa um importante legado para a cultura brasileira. Atriz, cantora e artista de grande talento, Clood construiu uma carreira marcada por trabalhos no teatro, cinema e streaming.", declarou a instituição.
"Mulher trans negra, Clodd é e representa uma falange fundamental na luta por representatividade e pioneirismo LGBTQIAPN+ nas artes cênicas, tendo integrado grupos de destaque como o Coletivo Negro e o Pessoal do Faroeste.", reforçou o órgão.
Trajetória da atriz no audiovisual
Além do teatro, a famosa brilhou no cinema e no streaming. O crítico Miguel Arcanjo Prado classificou a famosa como "uma atriz de rara sensibilidade e uma joia rara da cultura brasileira".
"Como uma tigresa, ela inventou o seu lugar. Tive a honra de poder ter lhe concedido, em vida e no palco emblemático do Theatro Municipal, o Prêmio Arcanjo em 2021, quando ela e Divina Nubia receberam o troféu em Streaming TV pela atuação na série Manhãs de Setembro ao lado da Liniker, um marco na representatividade trans na TV.", recordou o jornalista.
Diante da repercussão, artistas prestaram homenagens na web. O diretor Ruy Cortez pontuou "Tristeza absoluta com a perda de Clodd Dias". Da mesma forma, Mel Lisboa escreveu "Triste demais", e Marcelo Médici lamentou "Que tristeza".
Além disso, a atriz Grace Gianoukas desabafou: "Que notícia difícil de aceitar". O ator José Trassi ressaltou que a amiga "era incrível e estava sempre em movimento". Sandra Conveloni destacou: "Ela era uma artista incrível".