Goleiro Bruno processa Band e pede R$ 4 milhões por reportagens exibidas na TV

Goleiro Bruno entra na Justiça contra Band após críticas no Melhor da Tarde

11 ago 2026 - 11h40

Uma disputa judicial envolvendo Bruno Fernandes e a Band chegou aos tribunais após reportagens exibidas pelo programa Melhor da Tarde desde 2022. O ex-goleiro do Flamengo afirma ter sido alvo de perseguição pela emissora e busca uma compensação financeira de R$ 4 milhões. A ação, segundo informações da Folha de S. Paulo, tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, vinculada ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Goleiro Bruno processa Band e pede R$ 4 milhões por reportagens exibidas na TV
Goleiro Bruno processa Band e pede R$ 4 milhões por reportagens exibidas na TV
Foto: Contigo

No processo, os representantes de Bruno alegam que houve violação do direito de imagem e afirmam que a exposição teria provocado reflexos na vida profissional do ex-atleta. A apresentadora Catia Fonseca, que deixou a emissora no ano passado, também aparece como ré na ação. Entre os episódios questionados está uma manifestação feita por ela sobre a situação envolvendo a pensão destinada a Bruninho, filho de Bruno com Eliza Samudio, assassinada em 2010.

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Justiça rejeita pedido para impedir novas reportagens

Durante o programa, Catia Fonseca fez duras críticas ao ex-goleiro ao comentar o assunto. "Eu fico indignada com a cara de pau dessa criatura. Matou do jeito que matou a Eliza, não quer nem saber da criança —que, nesse ponto, a gente dá até graças a Deus, porque, coitado do menino, não merece ter uma relação com uma criatura ruim dessa. Mas, na hora que vão prender, quer fazer acordo", declarou a apresentadora. Para a defesa de Bruno, manifestações desse tipo contribuíram para dificultar novas oportunidades profissionais do ex-jogador.

Além da indenização, os advogados tentaram conseguir uma decisão que impedisse a Band de publicar novos conteúdos relacionados ao caso e solicitavam que o nome de Bruno Fernandes deixasse de ser mencionado no Melhor da Tarde. A juíza Juliana Gonçalves Figueira, entretanto, negou o pedido. Na decisão, ela destacou que a liberdade de expressão deve prevalecer quando não houver conteúdo evidentemente falso ou criminoso. "A liberdade de expressão deve ser a regra, somente podendo ser cerceada ante evidente conteúdo de natureza falsa e criminosa", escreveu. A magistrada ainda ressaltou que o ex-atleta é uma pessoa pública e que seu histórico criminal teve ampla repercussão, permitindo que acontecimentos relacionados ao caso voltem a ser noticiados sem que isso, por si só, represente uma ilegalidade.

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