A morte de Gerson Brenner, aos 66 anos, encerra um capítulo de quase três décadas de assistência contínua garantida pela TV Globo. O ator, que faleceu na última segunda-feira (23/03) no hospital São Luiz Itaim vítima de um quadro de sepse, contou com uma rede de apoio robusta financiada pela empresa desde o trágico episódio que interrompeu sua carreira em 1998.
Marta Mendonça, viúva do artista, e Victória Brenner, filha do ator, revelaram que a emissora cumpriu o acordo de manter um plano de saúde vitalício, cobrindo todas as necessidades médicas de Gerson. Victória, inclusive, já havia saído em defesa da empresa anteriormente para esclarecer que a Globo não teve culpa no acidente e que o suporte era fundamental. 'A Globo é extremamente importante porque paga o plano de saúde vitalício do meu pai', afirmou ela em um desabafo nas redes sociais.
A rotina de cuidados exigia um investimento alto, que incluía uma estrutura de internação domiciliar. Segundo Marta, o convênio permitia que Gerson tivesse acompanhamento profissional constante sem que a família ficasse desamparada financeiramente. "Temos diariamente a companhia de um técnico de enfermagem e de um cuidador. Os custos são altos, mas ele tem um convênio vitalício com a Globo e pode ser bem cuidado", relatou a esposa ao detalhar o suporte que recebia.
O fim abrupto de uma ascensão meteórica
Gerson Brenner vivia o auge de sua popularidade como um dos principais galãs da década de 90 quando foi vítima da violência. Em agosto de 1998, ele viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro para gravar o desfecho da novela Corpo Dourado. Ao parar para trocar o pneu de seu carro na Rodovia Ayrton Senna, o ator foi baleado na cabeça durante uma tentativa de assalto.
O crime deixou sequelas neurológicas profundas, afetando sua fala e capacidade de locomoção, o que o obrigou a se aposentar precocemente. Brenner deixou personagens inesquecíveis na teledramaturgia brasileira:
- Rainha da Sucata (1990): Deu vida ao personagem Gerson, um dos filhos da icônica Dona Armênia;
- Deus nos Acuda (1992): Voltou a interpretar o mesmo personagem a pedido do autor Silvio de Abreu;
- Corpo Dourado (1998): Seu papel final na TV, onde interpretava o Jorginho;
- Outras tramas: Participou de sucessos como Top Model, Perigosas Peruas e Vira Lata