Filha de Elize Matsunaga é feita refém após criminosos invadirem mansão e confronto termina em tragédia

Residência dos pais de Marcos Matsunaga, em São Paulo, foi alvo de assalto; seis pessoas foram feitas reféns, um suspeito acabou preso e um policial militar ficou ferido durante a ocorrência

15 out 2026 - 18h29
Resumo
A mansão da família Matsunaga, em São Paulo, foi invadida por criminosos na quarta-feira (14). A ação policial resultou em três suspeitos mortos após confronto, um homem preso e um policial militar ferido, sem risco de vida. Seis reféns foram libertados ilesos. Os familiares não estavam no local durante o crime. O caso é investigado pela Polícia Civil e pela PM, sendo este o segundo assalto registrado na residência dos pais de Marcos Matsunaga desde 2023.

A mansão da família Matsunaga, localizada em Alto de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, foi invadida por criminosos na tarde de quarta-feira (14). A ocorrência terminou com três suspeitos mortos após um confronto com a Polícia Militar, um homem preso e um agente ferido por disparo de arma de fogo.

Elize Matsunaga e AMrcos Matsunaga
Elize Matsunaga e AMrcos Matsunaga
Foto: Foto/Reprodução / Contigo

O imóvel pertence a Mitsuo Matsunaga e Misako Kitano, pais do empresário Marcos Matsunaga, que foi assassinado e esquartejado pela então esposa, Elize Matsunaga, em 2012. Na ocasião da invasão, os familiares não estavam na residência.

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De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender à ocorrência. Durante a intervenção, os agentes encontraram um dos suspeitos no térreo da casa e efetuaram a prisão em flagrante.

No decorrer da operação, três funcionários que estavam trancados em um cômodo foram resgatados. Posteriormente, policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) localizaram outros três suspeitos, momento em que houve troca de tiros.

Dois homens morreram ainda no local. O terceiro chegou a ser socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Lapa, mas não resistiu aos ferimentos. Um quarto suspeito, de 39 anos, foi preso.

Policial fica ferido durante confronto

Durante a ação, um policial militar foi atingido por um disparo no ombro. Ele recebeu atendimento e foi encaminhado ao Hospital das Clínicas, na capital paulista. Segundo as informações divulgadas, o agente não corre risco de morte.

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As armas utilizadas pelos suspeitos foram apreendidas, e a perícia foi acionada para analisar o local e esclarecer as circunstâncias do confronto.

O caso foi registrado como roubo a residência no 14º Distrito Policial (DP), em Pinheiros. A unidade solicitou apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), enquanto a Polícia Militar abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a atuação dos agentes envolvidos.

As seis pessoas mantidas reféns foram libertadas, segundo informações da Polícia Militar. Até o momento das primeiras divulgações, não havia detalhes conclusivos sobre como os criminosos conseguiram entrar na residência ou sobre todos os aspectos do planejamento do assalto.

Casa da família já havia sido invadida em 2023

Esta não foi a primeira vez que a residência dos Matsunaga se tornou alvo de criminosos. Em agosto de 2023, a casa também foi invadida, e os moradores foram rendidos durante a ação.

Na ocasião, um casal de idosos e a neta foram feitos reféns. Os assaltantes permaneceram no imóvel por algumas horas e levaram cerca de R$ 20 mil em dinheiro, além de joias, relógios, celulares e um notebook.

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Duas pistolas registradas em nome do proprietário também foram levadas. Antes de fugir, os criminosos amarraram as mãos das vítimas.

O novo episódio, ocorrido pouco mais de três anos depois, voltou a chamar a atenção para a segurança da residência da família, que já havia enfrentado uma situação semelhante.

Relembre o caso Marcos Matsunaga

Marcos Kitano Matsunaga era empresário e presidia a fabricante de alimentos Yoki quando foi morto, em maio de 2012, aos 42 anos. O crime aconteceu no apartamento onde ele vivia com Elize, na Vila Leopoldina, também na Zona Oeste de São Paulo.

Elize confessou ter atirado na cabeça do marido e, posteriormente, esquartejado o corpo. Partes dos restos mortais foram encontradas em áreas de mata na região de Cotia, na Grande São Paulo.

Durante o processo judicial, ela alegou ter agido após uma discussão motivada pela descoberta de uma traição. Também afirmou que teria sido ameaçada pelo marido e temia perder a guarda da filha do casal.

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Em dezembro de 2016, Elize foi condenada pelo Tribunal do Júri a 19 anos e 11 meses de prisão. Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena para 16 anos e três meses.

A filha do casal passou a viver com os avós paternos após a morte do pai. Em maio de 2022, Elize deixou a prisão após conseguir progressão para o regime aberto, depois de cumprir parte da pena e atender aos requisitos legais.

O caso teve grande repercussão nacional e voltou ao debate público em diferentes ocasiões, inclusive por meio de produções audiovisuais sobre o assassinato.

Investigação busca esclarecer a invasão

Após o novo assalto, as autoridades passaram a apurar a dinâmica da ocorrência, a participação dos suspeitos e as circunstâncias em que ocorreu o confronto com a Polícia Militar.

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A investigação também deverá esclarecer como o grupo entrou no imóvel e se outras pessoas participaram da ação criminosa.

Apesar da gravidade do episódio, os reféns foram resgatados sem ferimentos, e o policial atingido foi encaminhado ao hospital sem risco de morte, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.

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