Família de Netinho 'muda' a data de morte do cantor por motivos políticos: '12+1'

"O bolsonarismo adoeceu as pessoas"; declaram internautas. Cantor, que apoiava Bolsonaro, evitava usar o número por sua associação ao PT

20 out 2026 - 13h53
Resumo
A família do cantor Netinho de Paula alterou simbolicamente a data de seu falecimento para "12+1" por motivações estritamente políticas. A decisão incomum buscou evitar qualquer associação direta com o número 13, tradicionalmente ligado a partidos de esquerda no Brasil, refletindo o forte posicionamento ideológico dos parentes e a polarização que ultrapassou a vida pública do artista e atingiu os registros de sua própria despedida.

A missa de 7º dia de Netinho, realizada nesta segunda-feira (19) na Igreja do Bonfim, em Salvador, chamou atenção por um detalhe que resumiu bem quem foi o artista em vida. Ao registrar a data da morte do cantor, a família evitou escrever o número 13 e usou no lugar a expressão "12+1/10/2026".

Reprodução/Instagram
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Foto: Mais Novela

A escolha não foi coincidência. Netinho era declaradamente contrário ao PT e evitava usar o número 13, associado à legenda, inclusive nas redes sociais. Em publicações feitas nos dias 13 de março, 13 de abril e 13 de junho, o cantor utilizava exatamente a mesma fórmula "12+1" para indicar a data. A família reproduziu o hábito na homenagem, preservando uma das marcas políticas do artista mesmo após sua morte.

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Netinho morreu no dia 13 de outubro de 2026, em um hospital de Salvador, após complicações de um linfoma não Hodgkin. A cerimônia religiosa foi aberta ao público, diferentemente do velório, realizado na quarta-feira (14) de forma reservada. O corpo do cantor foi cremado.

A repercussão nas redes

A atitude da família dividiu opiniões nas redes sociais. "Não adianta nada. Na certidão vai constar o número 13. Bolsonarismo é doença - cid f29", ironizou uma seguidora, com mais de 2 mil curtidas. A atriz Leila Germano também comentou: "A doença de espírito dessa família meu pai..." Outro internauta foi direto: "O bolsonarismo adoeceu as pessoas."

Parte do público criticou a mistura de política com religião. "Que ridículo envolver política com uma celebração religiosa", escreveu uma seguidora. Outro apontou a ironia do destino: "E morreu logo no dia 13... a ironia do destino é perfeita." E uma terceira encerrou: "Chega o cúmulo da alienação, misericórdia."

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