Uma ordem judicial resultou na prisão de Marco Antônio Heredia Viveros neste domingo (9). O homem acabou detido em Natal, no Rio Grande do Norte. A prisão ocorreu após ele gravar uma entrevista com o jornalista Roberto Cabrini para a Record. Por causa do descumprimento de ordens legais, a Justiça proibiu a exibição do material.
Além disso, o tribunal mandou a emissora apagar todas as chamadas promocionais das redes sociais. O motivo da detenção foi o desrespeito a uma medida protetiva. Desde 2024, o agressor não pode citar o nome ou a imagem da vítima. Portanto, ao falar sobre a tentativa de feminicídio na gravação, ele cometeu um crime direto.
Ativista sobreviveu a duas tentativas de assassinato nos anos 80
Vale lembrar que a agressão principal aconteceu em 1983. Na época, a cearense levou um tiro nas costas do então marido enquanto dormia. Por causa do ataque, ela ficou paraplégica. Meses depois, a vítima sofreu novo ataque ao voltar para casa. O agressor a manteve em cárcere privado por duas semanas e tentou eletrocutar a esposa durante o banho.
A história de luta virou livro em 1994. Dessa forma, a sobrevivente virou o maior símbolo contra a violência doméstica no país. O nome dela também batizou a famosa lei de proteção às mulheres.
Record apaga conteúdos das redes e mantém silêncio
A Justiça exigiu a remoção imediata de todos os vídeos promocionais. Por causa da ordem, o canal apagou os materiais das redes sociais. O programa especial celebrava os 20 anos da Lei Maria da Penha. A atração também trazia uma entrevista de Maria da Penha para a apresentadora Camila Busnello.
No entanto, a Record ainda não se manifestou sobre o veto da reportagem. A emissora tampouco comentou a prisão do entrevistado até o momento.