A ex-apresentadora do TV Fama Janaína Barbosa faleceu aos 48 anos após sofrer um choque anafilático, reação alérgica fulminante que causou alerta público. Segundo o médico Yuri Castro, a crise gera inflamação sistêmica, queda súbita da pressão e risco de falência de órgãos. Causada comumente por alimentos, insetos ou remédios, mesmo em doses mínimas, a condição manifesta inchaço, coceira e falta de ar, exigindo socorro médico imediato para evitar a morte, pois o tempo é determinante para salvar a vítima.
A morte da ex-apresentadora Janaína Barbosa, ocorrida na última terça-feira (3/11), aos 48 anos, acendeu um alerta público sobre os perigos da anafilaxia. Conhecida por sua passagem pelo comando do programa TV Fama, da RedeTV!, a jornalista teve o falecimento confirmado por seus familiares em decorrência de um choque anafilático — uma reação alérgica fulminante, grave e inesperada.
Para esclarecer a dinâmica dessa condição, o médico emergencista Dr. Yuri Castro detalhou para o portal Leo Dias como o organismo reage durante a crise. O especialista explicou que o choque anafilático representa o estágio mais crítico da anafilaxia, desencadeando uma resposta inflamatória sistêmica. Nesse processo, o corpo libera grandes quantidades de histamina, o que provoca a dilatação acentuada dos vasos sanguíneos e o aumento da permeabilidade vascular.
Como consequência direta, ocorre uma queda abrupta da pressão arterial e o comprometimento severo da circulação, quadro que pode culminar na falência múltipla de órgãos caso não haja intervenção médica imediata.
O QUE MAIS SE SABE SOBRE A MORTE DA FAMOSA?
Segundo o médico que falou do falecimento da ex-mulher de Otávio Mesquita, os principais gatilhos para essa resposta extrema incluem alimentos (como frutos do mar, peixes, amendoim, castanhas, leite e ovos), picadas de insetos (abelhas e vespas) e medicamentos. Antibióticos da classe das penicilinas, anti-inflamatórios e analgésicos estão entre os remédios que mais geram complicações em indivíduos suscetíveis. O Dr. Yuri ressalta que a gravidade da crise não está associada à quantidade ingerida ou administrada: mesmo doses mínimas ou habituais podem ser fatais para quem já está sensibilizado.
Os primeiros sinais de alerta abrangem coceira intensa, urticária, vermelhidão e inchaço nos lábios, língua e rosto. Com a evolução do quadro, surgem sintomas respiratórios preocupantes, como falta de ar, chiado no peito, rouquidão e a sensação de fechamento da garganta, além de tonturas, palpitações, dor abdominal e desmaios.
O profissional reforça que o tempo é o fator determinante para salvar vidas. Ao identificar a suspeita de anafilaxia ou o comprometimento das vias aéreas, a orientação é acionar imediatamente o socorro de emergência (SAMU 192) e posicionar a vítima deitada com as pernas elevadas — ou com o tronco ligeiramente erguido, caso haja grande dificuldade para respirar.
"Também não se deve esperar o efeito de um antialérgico antes de procurar ajuda. Na suspeita de anafilaxia, o tempo é decisivo", finalizou o especialista ao portal Leo Dias.
Siga o canal da Contigo no Instagram e fique por dentro das notícias mais bombásticas dos famosos, bastidores da TV e novelas.