A modelo Lara Marina Soares Tosta havia ganhado o título de Miss Brasil Supranational 2026 e representou o país no concurso internacional, mas anunciou nesta semana que perdeu a coroa por estar grávida. Agora, o namorado da modelo afirma que ela está internada em estado "grave" por estresse. Ao Terra, o Concurso Nacional de Beleza (CNB) informou que Lara perdeu o título por descumprir regras contratuais às quais todas as candidatas estavam submetidas.
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Gustavo, namorado da modelo, contou que ela foi internada na última sexta-feira, 28, e que correria risco de vida. Horas depois, na tarde deste sábado, 29, a equipe da modelo informou que ela e o bebê passam bem, mas seguem internados.
"Lara Mariana permanece internada e sob cuidados médicos, seguindo todas as orientações necessárias para a conclusão segura da gestação. Para tranquilizar a todos, seu quadro é estável. Lara está bem e o bebê permanece saudável. Por orientação médica, ela deverá continuar hospitalizada e em acompanhamento contínuo, priorizando sua segurança e a do bebê ao longo da gestação", diz o comunicado,que também informou que no momento não terá nenhuma declaração sobre as eventuais quebras contratuais.
Lara conquistou o título de Miss Brasil Supranational em fevereiro deste ano e viajou no dia 13 de julho à Polônia, onde competiu com candidatas do mundo todo em busca do campeonato internacional. Segundo o concurso, a modelo retornou ao Brasil no dia 3 de agosto e só informou a gravidez ao concurso no dia 12 agosto. Entretanto, documentos a que a reportagem teve acesso mostram que ela já sabia da gestação desde o dia 22 de abril.
Dessa forma, Lara viajou com cerca de três meses de gravidez e não informou isso à organização do concurso, o que é uma violação do contrato. A organização do Miss Brasil Supranational ressalta que é contra as regras a participação de candidatas grávidas, com a justificativa de que a competição é um período de estresse e que exige viagens, longos períodos de ensaio e muitas horas de salto alto, o que poderia colocar em risco a saúde da mãe e do bebê.
"Uma competição internacional envolve viagens, deslocamentos, ensaios, compromissos oficiais, pressão, ansiedade, exposição física e uma intensa rotina de atividades. A regra de não participação de gestantes busca evitar que a candidata seja submetida a uma rotina que possa representar riscos ou desconfortos para ela ou para o bebê, além de preservar a isonomia e o planejamento da competição", diz o concurso em comunicado.
Além de não ter informado sobre a gravidez, Lara também teria descumprido outras regras. Na competição internacional, ela deveria desfilar com um traje típico representando a cultura brasileira que era composto por um biquíni, mas apareceu no dia do desfile com um maiô. Posteriormente, ela alegou que estava com prisão de ventre, o que teria deixado o corpo inchado e feito com que ela não se sentisse confortável no figurino combinado previamente.
Além disso, o contrato estabelece que uma miss não deve ficar mais de 24 horas sem contato com a organização do concurso. Lara ficou incomunicável durante o período de preparação, quando já estava grávida, e depois justificou que havia contraído dengue, por isso não respondeu à produção e faltou em um dia de ensaio de fotos.