Como estão as crianças que foram vítimas de estupro coletivo em SP; família foi ameaçada

Todos os cinco suspeitos foram detidos ou apreendidos, e a investigação agora mira também quem compartilhou os vídeos nas redes sociais

5 mai 2026 - 13h18

As famílias das duas crianças vítimas de estupro coletivo em uma comunidade de São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, foram ameaçadas para não denunciar o caso à polícia. A informação foi apresentada pela advogada das famílias, Aline Soares, no 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí.

Foto: Mais Novela

"As mães chegaram na gente falando que elas tinham sido ameaçadas pelo pessoal ali da comunidade, foram até a casa delas, dizendo que não era para elas denunciarem à polícia. Elas disseram que eles realmente falaram que não era pra vir até a polícia, que eles resolvem de alguma outra maneira entre eles", relatou a advogada. Segundo ela, as famílias não souberam identificar quem teria feito as ameaças.

Publicidade

O crime ocorreu no dia 21 de abril, mas só chegou formalmente ao conhecimento da polícia três dias depois, quando a irmã de uma das vítimas recebeu imagens do ocorrido e procurou uma delegacia. A delegada responsável pela investigação, Janaína da Silva Dziadowczyk, explicou que as famílias estavam sendo pressionadas a não registrar boletim de ocorrência, o que atrasou o início formal das apurações. Diante do medo, algumas chegaram a deixar suas casas levando apenas a roupa do corpo.

"Assim que tomamos conhecimento, os investigadores saíram a campo e conseguiram localizar as vítimas, porque elas estavam sendo pressionadas a não registrar o boletim de ocorrência", afirmou a delegada.

Com a apresentação voluntária do último adolescente foragido nesta segunda-feira (4), acompanhado de familiares, todos os cinco envolvidos no crime estão sob custódia. O único adulto identificado, Alesandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi detido em Jequié, no interior da Bahia, e deve ser transferido para São Paulo. Os outros quatro, menores de idade, foram apreendidos.

Segundo as investigações, os suspeitos eram vizinhos das vítimas e atraíram as crianças sob o pretexto de soltar pipa. Todos responderão por estupro de vulnerável. No caso do adulto, a acusação deve incluir também corrupção de menores e divulgação das imagens, cuja circulação nas redes sociais também será investigada pela polícia.

Publicidade
Fique por dentro das principais notícias de Entretenimento
Ativar notificações