Comediante brasileira relata episódio de xenofobia em aeroporto alemão: 'Tentei ser forte para não chorar'

Fernanda Arantes afirmou que pretende tomar as medidas cabíveis contra a companhia aérea; saiba mais

6 mar 2026 - 12h58
(atualizado às 13h17)
Brasileira relata ter sofrido xenofobia em aeroporto de Berlim: ‘Volta para o seu lugar’
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A comediante brasileira Fernanda Arantes afirmou que foi vítima de xenofobia nos últimos dias em um aeroporto de Berlim, na Alemanha. De acordo com ela, pretendia pegar um voo com destino ao Brasil, onde realizaria uma apresentação nesta sexta-feira, 6, em São Paulo.

Conforme a artista, ela tinha uma passagem de classe econômica e enfrentava dificuldade para pagar uma taxa extra por causa da bagagem adicional. Ela, então, pediu ajuda a uma funcionária, e o diálogo acabou se desdobrando em um episódio de xenofobia.

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Fernanda começou a conversa em alemão, mas, devido ao nervosismo, tentou mudar o idioma. “Eu perguntei se eu podia falar inglês, e ela falou que não: ‘Já está falando alemão até agora, vai falar alemão’. Aí eu falei: ‘Eu não consigo’. Eu não estava conseguindo me expressar. Eu só preciso de ajuda”, contou.

Segundo a brasileira, a funcionária ainda teria dito que não era seu trabalho ajudar, visto que a comediante não estava na primeira classe: “Você tinha que estar grata que é da classe econômica e eu, que atendo a primeira classe, estou falando com você”.

Fernanda Arantes, comediante, relata episódio de xenofobia
Fernanda Arantes, comediante, relata episódio de xenofobia
Foto: Reprodução | Instagram

A situação piorou quando a funcionária da companhia aérea viu o passaporte da artista e começou a dar um tom xenofóbico à conversa, dizendo, por exemplo, que Fernanda deveria voltar para o lugar de onde veio. Nervosa, a brasileira acabou esquecendo a mala perto da funcionária. A moça, então, teria retrucado: “Você devia usar óculos para ver se você se enxerga. E volta para o seu lugar”.

Visivelmente abalada, Fernanda afirmou em seu perfil no Instagram que pretende tomar as medidas cabíveis contra a empresa. “Tendo em vista tudo isso e conhecendo os meus direitos, eu liguei para a polícia alemã. Eu expliquei o caso e me informaram que eu deveria falar com a central de polícia que existe dentro do aeroporto de Berlim. Então, eu fui falar com eles. Estava tentando ser forte para não chorar na frente deles, mas, nessa hora, eu não consegui mais e comecei a chorar”.

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O Terra tenta localizar a assessoria de imprensa da Lufthansa para obter um posicionamento da empresa.

Fonte: Portal Terra
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