Uma polêmica antiga voltou a ganhar força nas redes sociais e dividiu a opinião dos fãs de Cazuza. O estopim foi a circulação de um vídeo onde a enfermeira Ana Maria da Costa relata uma suposta guinada religiosa do artista antes de sua morte, em 1990. Em entrevista ao pastor Márcio Teixeira, a profissional de saúde detalhou como teria sido a convivência com o "exagerado" em seus meses finais, descrevendo um processo de arrependimento e busca por fé.
Segundo o relato de Ana Maria, o temperamento de Cazuza era um desafio no início do tratamento. "Ele era muito agressivo nessa época, foi complicado. Mas ele também sabia pedir desculpas e, aos poucos, criamos uma relação de carinho e respeito", afirmou a enfermeira.
Ela prosseguiu descrevendo momentos de vulnerabilidade do cantor, alegando que ele teria demonstrado um interesse inédito por temas bíblicos. "Um dia, ele pediu para eu ler a Bíblia para ele. Eu li, e ele chorou", declarou ela, acrescentando que o músico "disse que queria mais tempo de vida e demonstrou arrependimento pelos seus erros. Foi um momento profundo".
A enfermeira foi além ao descrever o que chamou de um processo genuíno de aproximação espiritual. "Vi nele uma vontade genuína de buscar algo além. Foi um processo de aproximação espiritual", reforçou a profissional, sugerindo que o ídolo do rock brasileiro teria mudado sua postura diante da terminalidade da doença.
No entanto, a versão apresentada no vídeo não foi bem recebida pela família. Lucinha Araújo, mãe de Cazuza e guardiã de sua memória, manifestou-se de forma incisiva para desmentir cada ponto do depoimento. Visivelmente incomodada com a exploração religiosa da imagem do filho, ela negou qualquer possibilidade de conversão.
"Esse vídeo já é antigo, postaram novamente e é mentira. Nunca aconteceu", disparou Lucinha, encerrando a discussão sobre a suposta transformação espiritual do cantor. Para a família, a narrativa não passa de uma interpretação distorcida que ignora a verdadeira essência e as convicções que o artista manteve até o fim.