Amanda Djehdian desabafa sobre perdas gestacionais e médica faz alerta

Ex-BBB tenta ter o primeiro filho com Mateus Hoffmann e já enfrentou gestações interrompidas; ginecologista explica possíveis causas e impacto emocional

13 set 2026 - 10h06
Resumo
A ex-BBB Amanda Djehdian desabafou sobre duas perdas gestacionais que enfrentou ao tentar ter o primeiro filho com o marido, Mateus Hoffmann. Apesar do luto e do tratamento para endometriose e fertilização in vitro, o casal mantém o sonho de aumentar a família, inclusive por adoção. A médica Núbia Fontes alerta que perdas precoces são comuns, geralmente causadas por alterações cromossômicas, e enfatiza que a culpa não é da mulher, ressaltando o valor de falar do tema para acolher outras famílias.

Amanda Djehdian abriu o coração sobre as perdas gestacionais que enfrentou enquanto tenta realizar o sonho de ter o primeiro filho com o marido, Mateus Hoffmann. A ex-BBB perdeu um bebê em 2025 e, neste ano, passou por uma nova gestação interrompida, desta vez de gêmeos.

Reprodução/ Instagram
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Foto: Mais Novela

Em entrevista à revista Quem, Amanda e Mateus, que estão casados há oito anos, contaram que seguem tentando aumentar a família. A ginecologista e obstetra Dra. Núbia Fontes explica que a perda gestacional é mais comum do que muitas pessoas imaginam e reforça que, principalmente nos casos precoces, a mulher não deve carregar a culpa pelo que aconteceu.

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"A perda gestacional é uma experiência mais comum do que muitas pessoas imaginam, mas ainda cercada por silêncio, culpa e pela sensação de que o corpo falhou. Na maioria das vezes, especialmente nas perdas precoces, isso não acontece porque a mulher fez alguma coisa errada. Alterações cromossômicas do embrião estão entre as causas mais frequentes, embora existam outros fatores que podem estar envolvidos."

A médica destaca ainda que, quando as perdas acontecem de maneira repetida, cada caso precisa de uma avaliação própria.

"Quando as perdas se repetem, é importante fazer uma investigação individualizada, considerando histórico do casal e possíveis fatores anatômicos, hormonais, genéticos e outras condições clínicas."

Amanda Djehdian fala sobre sonho de ser mãe

Apesar das experiências difíceis, Amanda Djehdian e Mateus Hoffmann continuam tentando ter filhos. A ex-BBB contou que os dois já se sentem realizados como casal, mas ainda desejam aumentar a família.

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"Ele fala que sempre: 'Amor, sou muito feliz e completo já'. Eu sempre falo também isso. Esses dias falei: 'Se o mundo acabasse hoje, eu estaria tão feliz'. Mas a gente está tentando ter os nossos filhos, que vão completar e trazer mais amor ainda", contou.

Amanda também passou por uma cirurgia para tratar a endometriose e realizou tratamento para fertilização in vitro. Além disso, o casal não descarta a possibilidade de adoção.

Ao longo desse processo, os dois decidiram compartilhar parte das experiências com os seguidores. Para Amanda, falar sobre as perdas também mostrou quantas outras famílias enfrentam situações semelhantes.

"A gente divide uma dor de milhões de casais. Nessa hora a gente vê que não é só com a gente. A gente divide (nossa experiência) e recebe o apoio de mulheres que já passaram por isso. 99% contam um final feliz. Isso ajuda a gente a continuar, ter perseverança e saber que esse final feliz vai chegar", explicou.

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Mateus também destacou a importância dessa troca: "Compartilhar é contribuir também, né? Assim como a gente recebe energia boa, a gente pensa também em passar energia boa. É um processo complexo".

Médica destaca impacto emocional da perda gestacional

Segundo a Dra. Núbia Fontes, o impacto de uma perda gestacional não se limita às consequências físicas. A experiência também envolve um processo de luto que pode afetar a mulher e o parceiro.

"Também precisamos lembrar que o impacto não é apenas físico. Existe um luto real, que pode atingir tanto a mulher quanto o parceiro, e frases como 'logo vocês tentam de novo' muitas vezes acabam diminuindo uma dor que precisa ser acolhida."

Para a ginecologista e obstetra, relatos públicos como o de Amanda e Mateus também podem ajudar outras pessoas que enfrentam situações parecidas.

"Falar publicamente sobre perdas gestacionais, como Amanda e o marido fizeram, ajuda outras famílias a perceberem que não estão sozinhas e pode contribuir para que esse assunto seja tratado com mais informação, acolhimento e menos culpa." 

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