O acidente que matou a princesa Diana completa 29 anos nesta segunda-feira (31). Na madrugada de 31 de agosto de 1997, Diana, o namorado Dodi Fayed e o motorista Henri Paul morreram após o carro em que estavam bater contra uma coluna de concreto no túnel da Ponte de l'Alma, em Paris, durante uma tentativa de escapar dos paparazzi.
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O único sobrevivente foi Trevor Rees-Jones, então guarda-costas de Dodi. Gravemente ferido, ele precisou passar por uma cirurgia de cerca de 11 horas e teve o rosto reconstruído pelos médicos. Depois da recuperação, Trevor decidiu seguir a vida longe dos holofotes e continuou trabalhando na área de segurança.
Quem é Trevor Rees-Jones?
Nascido em 1968, em Rinteln, Alemanha, se mudou ainda criança com a família para Oswestry, na Inglaterra, segundo o The Sun. Foi criado na cidade, que fica próxima à fronteira com o País de Gales.
Trevor estudou Educação Física antes de ingressar nas Forças Especiais do Exército Britânico. Ele serviu no 1º Batalhão do Regimento de Paraquedistas e atuou na Irlanda do Norte.
Após deixar o Exército, Trevor passou a trabalhar como segurança particular. Na década de 1990, foi contratado para proteger a família de Mohamed Al-Fayed, pai do namorada de Diana e empresário egípcio que era dono da loja de departamentos Harrods e do Hotel Ritz, em Paris.
Como Trevor passou a proteger Diana?
Após o divórcio do então príncipe Charles, Diana deixou de contar com a proteção oficial da família real britânica. Quando começou a se relacionar com Dodi Fayed, filho de Mohamed Al-Fayed, ela passou a ser protegida pela equipe de segurança contratada pela família do namorado.
"Fui designado para proteger Dodi e, obviamente, se a princesa estivesse com Dodi, ela ficaria sob nossa proteção de segurança", explicou Trevor em entrevista ao programa Larry King Live, em 2000, segundo a People.
Segundo ele, a rotina de Dodi dificultava o trabalho dos seguranças porque o empresário não costumava informar seus planos com antecedência.
"Dodi era um pé no saco. Quer dizer, ele não queria contar a ninguém para onde ia com antecedência, então era difícil para um guarda-costas organizar a segurança", disse Trevor Rees-Jones a Mike Wallace para o programa 60 Minutes em 2000.
A dificuldade ficou evidente na noite do acidente. Diana e Dodi haviam chegado a Paris em um jato particular e haviam planejado jantar no restaurante parisiense Chez Benoit, mas mudaram de ideia ao saber que havia paparazzi acampados no local.
Dessa forma, o casal optou por jantar no restaurante L'Espadon do Ritz Paris. Enquanto estavam no local, uma multidão de paparazzi e curiosos se aglomerou na entrada. Foi elaborado um plano para afastar a multidão e permitir que Diana e Dodi saíssem e retornassem ao apartamento dele em uma caravana de dois carros.
O casal estava acompanhado por Trevor e pelo motorista Henri Paul. O carro foi seguido por fotógrafos e entrou no túnel da Ponte de l'Alma em alta velocidade. Pouco depois, bateu violentamente contra uma coluna.
Trevor sofreu ferimentos gravíssimos
Dodi e Henri Paul morreram no local. Diana e Trevor foram encontrados com vida, mas em estado grave.
O guarda-costas sofreu lesões severas na cabeça e no peito. “O rosto estava completamente desfigurado, com inúmeras fraturas. Foi esmagado de forma impressionante”, disse Luc Chikhani, cirurgião responsável pelo atendimento, à BBC.
Ele precisou passar por uma cirurgia que durou cerca de 11 horas. Para reconstruir seu rosto, os médicos chegaram a utilizar fotografias do casamento dele como referência. Mais de 30 parafusos e placas de metal foram utilizados no procedimento.
Trevor permaneceu hospitalizado e sedado durante semanas. A recuperação foi longa, mas ele acabou sendo o único dos quatro ocupantes do carro a sobreviver.
O que aconteceu com Trevor depois?
Depois de aproximadamente seis meses de recuperação, Trevor voltou a trabalhar para a família Fayed. No entanto, deixou o cargo em abril de 1998, menos de um ano depois do acidente.
Posteriormente, ele afirmou que seu chefe, Mohamed Al-Fayed, ficou frustrado com sua incapacidade de recordar detalhes da noite da tragédia. Trevor também não apoiou as teorias de que o acidente teria sido provocado deliberadamente ou que haveria participação do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II.
Depois de deixar a família Fayed, Trevor continuou sua carreira na área de segurança. Ele trabalhou em diferentes organizações e empresas, incluindo as Nações Unidas, a Halliburton e a AstraZeneca.
Na vida pessoal, Trevor se divorciou de sua primeira mulher, Sue Jones, em 1998. Em 2003, casou-se novamente com Ann Scott, uma professora.
Desde então, Trevor mantém uma vida discreta na Inglaterra, longe da exposição provocada pela tragédia e raramente concede entrevistas.