O psicanalista Umberto Galimberti defende que a felicidade é um estado de espírito que se sente, e não um saber obtido pela razão. Diante do avanço de cursos acadêmicos sobre o tema e do aumento da solidão contemporânea, ele argumenta que a felicidade não pode ser ensinada por fórmulas ou teorias. Para Galimberti, ela não requer comprovação racional nem memorização, sendo uma experiência íntima percebida espontaneamente na própria vida de cada indivíduo.
A frase de Umberto Galimberti provoca uma reflexão importante sobre uma busca que parece cada vez mais presente na vida moderna: afinal, é possível aprender a ser feliz?
Para o psicanalista, a resposta passa por uma diferença fundamental entre saber e sentir: "A felicidade não é alcançada através do conhecimento, por isso o homem não 'sabe' que é feliz, mas sim 'sente' a felicidade".
Galimberti parte justamente do questionamento sobre o que realmente produz felicidade. A reflexão ganha força diante do fato de universidades como Harvard e Wellington terem criado cursos dedicados ao tema e a maneiras de alcançá-lo.
O psicanalista questiona se a universidade, tradicionalmente ligada à produção e à transmissão de conhecimento, não estaria entrando também nos "recantos mais íntimos do mundo da vida".
Ao mesmo tempo, essa preocupação revela algo sobre a sociedade atual. Solidão, falta de sentido, depressão e desespero tornaram-se experiências frequentes, especialmente entre os jovens. Nesse cenário, talvez a universidade não esteja ensinando felicidade propriamente dita, mas tentando criar condições para que ela possa aparecer.
Para Galimberti, porém, felicidade não é uma disciplina que possa ser ensinada, memorizada ou aprendida por meio de uma fórmula. A pessoa não precisa provar racionalmente que é feliz, ela simplesmente percebe e sente esse estado em sua própria vida.
O significado da felicidade
O psicanalista define a felicidade como um "estado de espírito acessível a qualquer ser...
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