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Oscar 2027 pode ter disputa inédita entre mãe e filha na mesma categoria

Se confirmada, a indicação das duas atrizes representaria um acontecimento sem precedentes na história da Academia

23 out 2026 - 13h26
Resumo
O Oscar 2027 pode registrar um marco histórico com a disputa direta entre mãe e filha na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Samantha Morton é cotada por seu papel em "A Odisseia", de Christopher Nolan, enquanto sua filha, Esmé Creed-Miles, desponta como forte concorrente pela atuação na nova versão de "Razão e Sensibilidade". Caso as indicações se confirmem, será um feito inédito na premiação, superando o caso de 1992, quando Diane Ladd e Laura Dern concorreram em categorias distintas.

Samantha Morton (A Odisseia), de 49 anos, e sua filha, Esmé Creed-Miles (Razão e Sensibilidade), de 26, estão entre os nomes cotados para disputar a categoria de Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar 2027. Caso ambas sejam indicadas, será a primeira vez que mãe e filha concorrerão diretamente pela mesma estatueta na história da premiação.

Oscar 2027 pode ter disputa inédita entre mãe e filha na mesma categoria (Divulgação)
Oscar 2027 pode ter disputa inédita entre mãe e filha na mesma categoria (Divulgação)
Foto: Rolling Stone Brasil

Segundo informações da Vanity Fair, Morton ganhou força na corrida pelo Oscar após interpretar Circe, deusa e feiticeira da mitologia grega, em A Odisseia, novo longa-metragem de Christopher Nolan (Oppenheimer). A atriz já possui duas indicações à premiação, por Acordes e Desacordos (1999), de Woody Allen, e Em América (2002), de Jim Sheridan, mas nunca conquistou a estatueta.

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Apesar da repercussão de seu trabalho no filme de Nolan, Morton revelou recentemente que continua enfrentando dificuldades para conseguir novos papéis em Hollywood. Em entrevista ao podcast Happy Sad Confused, a atriz afirmou que não trabalha desde sua participação em A Odisseia e comentou sobre os desafios enfrentados por mulheres mais velhas na indústria cinematográfica.

Já Creed-Miles vem chamando a atenção por sua atuação como Marianne Dashwood na nova adaptação de Razão e Sensibilidade, clássico literário de Jane Austen. Dirigido por Georgia Oakley (Blue Jean), o longa também conta com Daisy Edgar-Jones (Twisters) no papel de Elinor Dashwood, irmã da protagonista.

Curiosamente, a personagem de Creed-Miles já rendeu uma indicação ao Oscar para outra atriz. Na adaptação de 1995, dirigida por Ang Lee (O Segredo de Brokeback Mountain), Kate Winslet (Titanic) concorreu a Melhor Atriz Coadjuvante por interpretar Marianne, enquanto Emma Thompson (Cruella), que viveu Elinor, disputou a categoria de Melhor Atriz. Na ocasião, o filme recebeu sete indicações, vencendo a categoria de Melhor Roteiro Adaptado.

Embora a corrida pelo Oscar 2027 ainda esteja em seus estágios iniciais, a recepção positiva ao novo Razão e Sensibilidade colocou Creed-Miles entre as possíveis concorrentes. Morton, por sua vez, enfrenta uma disputa que também inclui nomes como Anne Hathaway, sua colega em A Odisseia, e Penélope Cruz (Mães Paralelas).

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Se confirmada, a indicação das duas atrizes representaria um acontecimento sem precedentes na história da Academia. O caso mais próximo ocorreu no Oscar de 1992, quando Laura Dern (Jurassic Park) e sua mãe, Diane Ladd (Chinatown), foram indicadas por suas atuações em As Noites de Rose (1991), de Martha Coolidge. Entretanto, Dern concorreu a Melhor Atriz, enquanto Ladd disputou a categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.

A ligação entre Morton e Creed-Miles também já chegou às telas. Filha de Morton com o ator Charlie Creed-Miles, Esmé estreou no cinema aos sete anos em Mister Lonely (2007), de Harmony Korine, interpretando uma imitadora de Shirley Temple. No mesmo filme, sua mãe viveu uma sósia de Marilyn Monroe.

Rolling Stone Brasil
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