Para todo cinéfilo e amante do cinema de gênero, o nome de John Carpenter não escapa à lista de grandes criativos do ramo. Ele foi capaz de criar imagens, narrativas (e trilhas sonoras) memoráveis dentro da ficção científica e do horror, seja com a câmera em perspectiva de Michael Myers e a tensão dos sintetizadores da trilha, seja com a dúvida sobre o paradeiro do mal em O Enigma de Outro Mundo. Imagine, então, minha surpresa, depois de uma maratona de seus grandes clássicos, de esbarrar com um curioso longa em sua filmografia. Um escondido e doce drama sobre um alienígena que cai na terra.
Se Starman - O Homem das Estrelas parece um desvio de rota na carreira de Carpenter, é porque, de certa maneira, é mesmo. No meio de histórias sobre paranoia, conspirações, distopias policiais e missões espaciais, Carpenter traz surpreendentemente um lado otimista e romântico para seu trabalho. Pelo menos é o que o próprio cineasta declarou numa entrevista para o L.A Weekly em 1985.
"Tenho dois lados na minha personalidade. Sou muito pessimista quando se trata de longo prazo: todos nascemos sozinhos e morremos sozinhos, e se algo de bom acontecer nesse meio tempo, ótimo. Mas sou um otimista no curto prazo. Adquiri essa visão ao fazer filmes em que tudo acaba dando certo."
Qual a história de Starman - O Homem das Estrelas?
Artigo original publicado em AdoroCinema