Wagner Moura chama Bolsonaro de facista em discurso após o Globo de Ouro

Ator disse que é necessário continuar fazendo filmes sobre a Ditadura e citou o ex-presidente em seu argumento

12 jan 2026 - 11h08
(atualizado às 11h33)

Vencedor do Globo de Ouro 2026 de Melhor Ator em Filme de Drama por O Agente Secreto, Wagner Moura comentou, em coletiva de imprensa após a cerimônia, a importância de o cinema brasileiro seguir abordando o período da ditadura militar. Segundo o ator, o tema permanece atual e presente no cotidiano do país.

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Ao falar com jornalistas depois de receber o prêmio no domingo, 11, Moura afirmou que o Brasil ainda lida com consequências diretas do período histórico. Para ele, a produção de filmes sobre a ditadura segue necessária como forma de reflexão e memória.

"Precisamos continua fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura ainda é uma cicatriz aberta em nossa vida brasileira. Aconteceu há apenas 50 anos", afirmou o ator. Em seguida, ele relacionou o tema ao cenário político recente do país. "Recentemente, tivemos, de 2018 a 2022, um presidente de extrema-direita/fascista no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura", disse, em referência ao governo de Jair Bolsonaro.

Moura concluiu destacando que os efeitos do regime militar não pertencem apenas ao passado. "Portanto, a ditadura ainda está muito presente no cotidiano brasileiro", completou.

No palco, Kleber Mendonça Filho agradeceu ao elenco, mandou uma saudação ao Brasil e destacou a parceria com Wagner Moura.

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O diretor também dedicou o prêmio a jovens cineastas e ressaltou o momento histórico para a realização de filmes no Brasil e nos Estados Unidos. O Agente Secreto ainda concorreu a Melhor Filme de Drama, mas perdeu para Hamnet.

Wagner Moura concedendo entrevista coletiva após vitória no Globo de Ouro
Wagner Moura concedendo entrevista coletiva após vitória no Globo de Ouro
Foto: Reprodução | HBO
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