A tentativa de união entre duas das maiores empresas do entretenimento mundial ganhou mais um obstáculo na Justiça norte-americana. Um juiz federal dos Estados Unidos prorrogou por mais 14 dias a ordem que impede a conclusão da fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery, mantendo suspensa a operação avaliada em cerca de US$ 111 bilhões (R$ 564 bilhões na cotação atual).
Com a decisão, assinada pela juíza distrital Araceli Martínez-Olguín, o acordo não poderá ser finalizado antes de 17 de agosto. A magistrada também marcou para 3 de agosto uma audiência que definirá se o bloqueio temporário será convertido em uma liminar de duração indeterminada. A informação foi divulgada pelo Deadline.
Sindicato dos roteiristas também contesta operação
Além da ação apresentada pelos estados, a Writers Guild of America (WGA) também entrou na disputa judicial.
O sindicato dos roteiristas argumenta que a fusão pode pressionar salários, reduzir oportunidades de trabalho e aumentar a padronização dos conteúdos produzidos por Hollywood.
A juíza determinou que o pedido apresentado pela WGA seja analisado no mesmo cronograma da ação movida pelos estados, durante a audiência marcada para o início de agosto.
Empresas defendem a conclusão do negócio
Enquanto os autores da ação pedem uma decisão rápida, a Paramount defende um prazo maior para apresentar sua argumentação.
De acordo com o Deadline, a companhia solicitou uma audiência de três dias no fim de agosto, alegando que precisa ouvir testemunhas e produzir mais provas antes que a Justiça decida sobre uma possível suspensão definitiva da operação.
Já os procuradores-gerais afirmam que esse pedido apenas atrasaria o andamento do processo e defendem que a liminar seja analisada sem uma audiência prolongada.
Até que haja uma nova decisão judicial, a ordem impede que Paramount e Warner Bros. Discovery concluam a transação ou iniciem qualquer etapa de integração entre as empresas, mantendo em suspenso um dos maiores negócios da história recente da indústria do entretenimento.