Sob a orientação da Paramount Studios e dos famosos produtores italianos Dino De Laurentiis e Carlo Ponti, Hollywood produziu em 1956 a adaptação de um monumento literário escrito por Liev Tolstói: Guerra e Paz. Na verdade, era um projeto antigo que os estúdios vinham considerando desde a década de 1940. O orçamento alocado correspondia às suas ambições, com uma verba entre 6 e 7 milhões de dólares; uma fortuna na época. Ajustando pela inflação, isso seria equivalente a entre 70 e 82 milhões de dólares hoje.
Um filme de Hollywood que agradou à União Soviética
O estúdio não hesitou em capitalizar na enorme escala do projeto, chegando até a inflar os números. Para o relançamento nos cinemas americanos em 1963, por exemplo, um folheto promocional mencionava a participação de 18 mil figurantes nas cenas de batalha napoleônicas e nada menos que 100 mil uniformes. Na realidade, os números se aproximam de 5 mil a 8 mil figurantes. Mesmo assim, é muita gente.
Apesar disso, protagonizado por uma luminosa Audrey Hepburn com o apoio de Mel Ferrer e Henry Fonda, este épico filme de 3 horas e 28 minutos recebeu três indicações ao Oscar e arrecadou mais de 18 milhões de dólares nas bilheterias internacionais. A maior conquista para o estúdio: a estreia do filme em Nova York beneficiou a Fundação Tolstói, enquanto a filha do famoso escritor, a Condessa Alexandra Tolstói, compareceu pessoalmente à estreia em Los Angeles.
Artigo original publicado em AdoroCinema
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